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sexta-feira, 29 de abril de 2011

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18:30 - Quinta Feira - Sala de Estar.

 Sai de trás da parede depois de ficar meia hora parada ali observando Guilherme fazer 'nada'. 
Como era possível um ser humano ficar imovel durante 30 minutos? Sentei-me no sofá afastada dele e ele nem sequer me olhou, eu estava achando aquilo um pouco estranho... mais do que eu ja estava achando.
- Ahn... - falei - Guilherme ?
Ele virou seu rosto lentamente e seus olhos cruzaram-se com os meus, uma onda de medo atravessou meu corpo. 
- Quer fazer alguma coisa? - perguntei - Sabe.. andar por ai... comigo se quiser... 
Senti minhas bochechas corarem rapidamente, se minha mãe não tivesse por perto eu teria mandado catar coquinho e pedir para ele nunca mais voltar. Ele me fitou serio o que tava me deixando nervosa porque ele nao me respondia.
- Hum... - ele falou - Claro. 
Meu coração pulou. Mas quando me levantei ajeitando minha roupa no corpo ele falou:
- Espero que voce troque de roupa... - seus olhos estavam mais escuros -  Você está horrivel assim.
Senti uma onda de raiva e odio invadir meu rosto, meu corpo... queria soca-lo, mata-lo, arranhar aquele rosto perfeitamente bonito até ficar feio. 
Não respondi, dei as costas para ele e fui em direção ao meu quarto batendos os pés com força no chão, trinquei os dentes quando senti que ele sorria por trás de mim, abri a porta do quarto e o fechei com tanta força que fez eco.
Fiquei frente a frente ao meu armario, abrindo as portas e procurei uma roupa bem provocante.
 Peguei um vestido preto, curto e que colava no corpo. Pus e logo peguei uma sandalia de salto alto calçando-a, passei uma prancha no meu cabelo, joguei um pouco para os lados e o resto para trás, passei uma maquiagem básica e pronto. 
Dei uma ultima olhada em mim no espelho e sai do quarto. 
Meu coração saltou quando dei de cara com Guilherme em frente da minha porta, ele me avaliou dos pés a cabeça e sorriu maliciosamente, lançei um olhar provocador passando ao seu lado e indo em direção a porta da sala, abri a mesma sentindo a brisa passar por mim. Guilherme foi rápido em seus passos e logo parou um pouco ao meu lado, avaliou meu rosto com seus olhos misteriosos e me puxou pondo uma de suas mãos na minha cintura e me levou para fora de casa.
Senti minhas pernas tremerem e meu rosto corar rapidamente, fechei a porta e fomos em direção a cidade.







quinta-feira, 28 de abril de 2011

13

18:00 Quinta Feira - Sala de Estar

A televisão estava ligada em um canal de desenho animado, eu adorava assistir desenho.
Guilherme estava sentado um pouco afastado de mim, mas no mesmo sófa que eu , suas pernas estavam uma em cima da outra e seus olhos estavam fixados na televisão, o estranho era que ele não sorria nenhum segundo se quer desde que ele viera aqui em casa. 
Seu rosto estava duro e seu corpo rígido, dava ate impreensão daqueles personagens malvados de um filme de terror o que me fazia estremecer ao pensar. Passei a mão nos meus cabelos pondo-os para trás e os prendendo em um rabo de cavalo, dei mais uma olhada em Guilherme e me fez imaginar uma coisa...
Derick parecia um anjo com seus cachos loiros, sua pele branca e olhos azuis... sua beleza era inacreditavel, mas Guilherme parecia uma versão má de Derick. 
Moreno, cabelo preto, olhos penetrantes e misteriosos, não sorria, corpo sarado e muito estiloso, ele era gato de tirar o folêgo de qualquer garota. 
Mordi o canto de minha boca e voltei a prestar atenção no desenho que se passava, começei a bater minha mão nas minhas pernas... sim, eu estava anciosa, com o que ? eu não sabia.
Resolvi quebrar o silencio. 
- Antes de vim para cá... - precisei fazer uma rapida pausa quando seu rosto se virou e seus olhos encontraram com os meus, tive que recuperar o folêgo. - você morava aonde?
Ele pareceu refletir um pouco ou tentava adivinhar o que eu pensava com aqueles olhos grandes e provocadores. 
- Em Santa Catarina. -respondeu e eu fiz um 'ah' para não deixar o clima mais tenso do que já estava.
- Tem irmã? - perguntei meio sem graça 
- Não, não tenho irmã. - respondeu meio seco, seu rosto e sua atenção voltaram -se para a televisão, eu xinguei baixinho. 
Levantei-me de onde estava e fui em direção ao banheiro, entrei e lavei meu rosto... eu estava nervosa não sabia com que. 
Desde que eu pusera os olhos em Guilherme eu me sentira assim, sera que era por causa de sua presença? Disfarçadamente sai do banheiro e me escondi atras de uma parede perto da sala e começei a vigiar Guilherme, como se fosse suspeito de algum crime

12

16:55 Quinta feira - Em casa

Estava jogada na minha cama de olhos fechados sentindo a brisa lá de fora passar por mim. 
Hoje o dia tinha sido muito agitado e nem tinha visto meus pais hoje, deveriam tar no trabalho ainda e Lucinda já tinha ido embora e deixado um bilhete em cima da mesinha ao lado de minha cama. 
Tinha passado quase 2 horas com Ster andando pela cidade em seu carro novo que sua mãe lhe dera de aniversario ano passado. Ster era uma mistura de tipo de garota moderna e nerd, adora ler qualquer tipo de livro, era extremamente educada mais fazia aqueles escandalos quando recebia uma fofoca das grandes e era divertida. 
Completamente. 
Virei -me de um lado para o outro em minha cama, eu sorria e brincando com meu cobertor sozinha. 
Parei exatamente na hora que minha porta se abriu e a figura de minha mãe apareceu e entrou sentando na beirada de minha cama, ela sorria e seus olhos pretos como a noite me avaliavam carinhosamente.
- Oi mãe. - falei enquanto sentava-me em cima do meu travesseiro. - Como foi o seu dia?
Ela sinalizou com a mão algo que dizia que não foi nada bom.
- Péssimo querida. -respondeu revirando os olhos e bufando. - Hoje o dia foi tão corrido, que tive nem tempo para almoçar... falando nisso, o que tem para a janta? 
Parei para pensar um pouco, ergui minha mao para a mesinha onde tava o pequeno bilhete que Lucinda deixara para mim e eu nem tive tempo para olha-lo, li o que estava escrito e depois repeti em voz alta:
- "Pro jantar tem arroz,feijoada, carne, farofa e abobora." - falei fazendo cara de nojo quando falei "abobora" 
Minha mãe hesitou um pouco mas logo se levantou dando um suspiro longo e pesado, ela me olhou novamente e perguntou:
- Vai jantar comigo? - perguntou, havia uma ruga de baixo de seus olhos e seus olhos estavam vermelhos que nem tomate. 
- Não mãe, já lanchei com Ster no shopping. - falei , ela sorriu por fim e saiu do meu quarto deixando encostado. Me levantei da cama meio sonolenta e fui em direção ao meu rádio, liguei-o e pus o cd que eu havia feito. Me espreguiçei e fui me dar uma olhada no espelho, minutos depois escutei minha mãe me gritando desesperadamente, corri para fora do quarto e fui para a sala assustada, quando parei dei de cara com ela e um garoto...
Seu cabelo era preto como a escuridão, seus grandes olhos pretos me fizeram tremer por serem tão misteriosos, perversos, seu corpo era definido mas não tanto quanto o de Derick, a manga comprida de sua blusa preta de gola v colava em seu braço dando mais volume a ele, seu rosto era perfeitamente bonito mais do que dos de Derick e sua boca... que boca. Senti uma onda calor passar por meu corpo me fazendo suar, olhei para minha mãe desesperada. 
- Sou Guilherme Alencar, sou seu novo vizinho... - seus olhos pousaram nos meus me causando outra onda de calor em meu corpo, me remexi . - Espero que não se incomode se me ajudar a apresentar a cidade. 
Congelei. 
Peraí, para tudo... aquele gato tava querendo que eu lhe apresentasse a cidade? Logo eu?  Tinha que admitir que ele não era de se jogar fora, mas eu gostava de Derick , mas Derick não me fazia sentir essa onda de calor. 
- E...eu? - olhei para minha mãe novamente, meus olhos arregalados e ela apenas acenou me deixando sozinha com o Guilherme e voltou-se para a sala de jantar. - Olha eu acho que não sou a pessoa certa para isso.

11

14:50- Praça de Alimentação



Estavamos na fila do McDonalds para comprar nosso lanche, a imagem de Derick com Lucky não saia de minha cabeça e isso estava me torturando. Ster ajeitou seus oculos e virou-se para mim com aquele sorriso brincalhão e animador. 
- Vou comer Bigmac! - falou apontando para o cartaz que mostrava o hamburguer que ela falara, dei uma olhada e escolhi o meu.
- Vou querer quarteirão. - respondi um pouco menos desanimada, abri a minha pequena bolsa e catei o dinheiro necessario para pagar meu lanche, quando chegou a vez de Ster esperei pacientemente a minha vez como todos os outros ate sentir uma mão quente e aconchegante dar uma leve puxada em meu ombro me fazendo virar, dei de cara com Derick e Lucky que me olhava com lagrimas nos olhos, engoli minha raiva e tentei parecer simpática. 
- E o futebol? - perguntei primeiro dando atenção a Derick que ficara sem graça com a pergunta, eu entendera que futebol ele estava falando, apertei meus olhos para Lucky e trinquei os dentes. 
- Er... bem, foi bem. - e ele ainda tinha coragem de mentir e a 'ingenua Lucky' não entendeu a que futebol estavamos nos referindo, engoli em seco e girei meu corpo e falei o que eu queria para a mulher que atendia, paguei meu lanche e peguei a nota fiscal ficando lado a lado a Ster e dando espaço para os outros comprarem tambem.
- O que ele falou? - sussurou Ster no meu ouvido e deu uma olhada nada disfarçada para Derick. - O que ele faz com Lucky?
- Esse é o jogo de 'futebol' dele. - reclamei, eu realmente não queria falar sobre ele naquele momento. Pegamos nosso lanche e fomos procurar uma mesa afastada de todos.
Sentamos no canto do Mcdonalds onde quase não havia barulho e onde podiamos conversar tranquilamente, queria Derick pelo menos uma vez afastado de mim . 
- Mas então... - começou Ster engolindo seu hamburguer lentamente, saboreando o gosto. - Que negocio é esse de futebol com Lucky?
Percebi que Ster não entendera e não seria eu que iria explicar, não agora... aquilo estava me deixando desanimada, irritada e chateada. 
Um conjunto de sensações que eu odiava ter quando estava no shopping, as compras com minha melhor amiga. 
- Vamos mudar de assunto. - interrompi - Continuou lendo aquele livro? 
Ela balançou a cabeça negando pois sua boca estava cheia de pedaços do Bigmac que ela comprara, suspirei prestando atenção na minha batata que lentamente foi acabando.
Olhei para trás e me arrependi, bem no centro do mcdonalds estava sentados Derick e Lucky, seus cabelos loiros encaracolados estavam jogados para todos os lados, ele sorria descontraidamente enquanto Lucky provocara colocando uma batata em sua boca e oferecia para Derick.
Meu coração doeu de um jeito não tão bom, eu não queria ver aquilo mas parecia que meus olhos foram pregados ali, como se fosse um filme passando no cinema. Virei meu rosto prestando atenção novamente ao meu lanche, lagrimas caiam involutariamente de meus olhos e escorregavam pelo meu rosto limpei-as antes de Ster ver. 
- Huuuum... - falou Ster fechando seus olhos enquanto botava o ultimo pedaço de hamburguer na boca - Que deliciaaaaaaaaa!
Não respondi, acho que não tava com cabeça para comentar sobre a comida muito menos, sobre o que vi lá tras. Minutos depois saimos do Mcdonalds e começamos a observar as lojas de roupas,sapatos, bijuterias e inclusive livros (ai eu mereço), compramos e nos divertimos ... demos uma volta no shopping todo e depois fomos em direção ao estacionamento juntas rindo descontraidas.


10

12:40 - Quinta feira - Telefone

- Perai... - pausei para recuperar o folêgo, eu não sabia o que estava acontecendo comigo... com os outros. - Os pais de Lucky... estão... mo..mortos?
Minha voz como eu estavam tremulas, por que aquilo estava acontecendo comigo? logo eu que não gostava dela, na verdade a maioria das pessoas não gostavam dela.
- Estão... - respondeu, sua voz estava séria mas dava para percebe que parecia um pouco abalado. Querendo ou não Derick convivia um pouco com os pais de Lucky pelo simples fato que seus pais trabalhavam para ele. - Estou me sentindo estranho sabe, nunca gostei deles mas tambem não me sinto feliz por isso.
- Você já falou com Lucky? - perguntei meio enciumada mas nao demonstrando isso. - Quer dizer... ela te ligou?
- Não exatamente, foi a empregada dela... a Hillary - respondeu -  Ela me contou como Lucky estava chorando muito e estava muito exaltada.
Me lembrei do sonho novamente, a empregada 'Hillary' mandando Lucky para o inferno e outras coisas que não consegui ouvir.
- Até desistiu de viajar comigo, creio. - falou novamente Derick um pouco animado ao falar isso.
- Ah, só porque eu arranjei uma boa desculpa para você falar para ela ?! - falei desanimada, soltei um suspiro e sentei-me na cadeira que ficava em frente da minha escrivaninha.
- Conseguiu? - perguntou surpreso - Você pensou no que?
Não respondi.
-Ei !! - gritou Derick no meu ouvido - Voce está ai ou não quer me falar?
- Estou aqui. - respondi sorrindo um pouco - Não posso falar por enquanto.
Ele riu pelo telefone e meu coração saltitou novamente me lembrando da noite anterior quando ele estava aqui sem sua blusa.
- Mas como você ta ? - perguntou , sua voz estava um pouco mais animada. - Chegou em casa bem?
- Estou otima e cheguei sim. - respondi - Ster veio comigo como sempre.
- Ah, ela parece se preocupar muito com você. - comentou Derick
- Sim, e eu com ela. - falei
- Bem acho que tenho que desligar, tenho deveres para fazer. - falou - Futebol mais tarde tambem, se cuida!
- Você tambem, bom jogo! - despedimos e desliguei o celular, continuei sentada por alguns segundos observando a ligação de Derick gravada no meu celular e salvei seu número.
               
14:24 - Shopping Center

Todas as lojas do shopping estavam e liquidação e Ster me dera uma carona para lá. 
Eu estava de saia jeans, blusa de manga rosa clara e uma sandalia rasterinha meus cabelos estavam trançados para o lado. 
Ster estava de vestido lilas com varios desenhos em volta e era de tomara que caia, ia ate na metade da coxa e era um pouco colado no corpo desenhando as curvas de seu corpo, usava salto alto e uma tiara lilas. 
- Só tem gatinho aqui hoje. - falou Ster pegando meu braço e cruzando com o dela, nem estava prestando atenção neles e nem nas roupas, e sim no sonho que eu tivera com Lucky e o telefonema de Derick. - O que foi? Você ta meio pensativa agora... voce nao estava assim na escola.
- É que eu soube de uma noticia.. - franzi meu nariz e olhei para Ster. - Os pais de Lucky estão mortos.
Ster arregalou os olhos e sua boca ficou escancarrada, senti sua mão tremer e suar ao mesmo tempo,ela me puxou para longe de onde estavamos e me fizera sentar em um banco no centro do shopping. 
- O que voce disse? como sabe disso? - perguntou Ster 
- Derick me ligou e falou. - respondi 
- DERICK TE LIGOU? - perguntou Ster se exaltando
- Ligou, não me pergunte como porque eu não lembro de ter dado meu número para ele. - olhei para Ster como estivesse a culpando. 
- Meu Deusssssss Diaaaaana, você o que isso significa? - falou Ster levantando do banco e dançando com seus braços.
- Sente-se Ster, todos estão te olhando... - falei - e não, não sei o que isso se significa!
Ster bufou levando suas maos no seu rosto e começou a massagiar sua testa como se tivesse tentando relaxar.
- Ele gosta de vocêeeee!! - ela gritou e a maioria das pessoas, tanto adultas, crianças e adolescentes olharam para a gente, abaixei meu rosto tampando-me com a mão. - Isso está mais claro que a clara do ovo.
- Não sei de onde você tira essas coisas Ster. - retruquei pegando em sua mão e a obrigando a sentar novamente ao meu lado, ela cruzou os braços e me olhou. 
- Você não consegue ver o que está bem na sua frente ? 
- Eu consigo sim, tem lojas, as pessoas e... 
Foi então que algo me tirou a atenção, algo que me deixara irritada.
Derick estava andando de mãos dadas com Lucky que fingia chorar para ser consolada, os grandes olhos azuis de Derick se encontraram com os meus e a raiva que sentia por ele estar com ela não cessou nem mesmo pelo seu sorriso. 
Virei a cara irritada com a situação e fingi nunca ter o visto na vida.

9

12:32 - Quinta Feira - No quarto


Lucinda ainda me olhava um pouco confusa e um pouco preocupada, nois quase não nos falamos e quando nos falavamos era só um bom dia ou boa tarde.
  Ela se mexeu parecendo meio incomodada e seus olhos já não estavam mais nos meus, respirou bem fundo e respondeu.
- Não sei querida, talvez esteja perguntando para a pessoa errada. -respondeu demonstrando tristeza, balançei a cabeça e tirei os cabelos em meu rosto. - Teve pesadelo?
- Não, não... - falei rapidamente tirando o cobertor de meu corpo e jogando para o lado, sentei-me na beirada da cama e pus minhas mãos no meu rosto. - Só sonhei com algo muito real. 
Ela não respondeu mas continuou me olhando.
- Não se preocupe, estou bem. - logo falei mas ela nao pareceu convencida disso, bem eu só tava com um pouco de dor de cabeça depois que acordei. - Preciso ficar um pouco sozinha... se importa?
Ela apenas balançou a cabeça desanimada, deu uma ultima olhada em mim e saiu fechando a porta de meu quarto e me deixando sozinha. 
 Olhei em volta com ar meio tristonha pensando em Lucky, pensando se realmente tivera acontecido aquilo e se isso significasse alguma coisa. 
Meu celular tocou.
Atendi quando tocou pela terceira vez. 
Número desconhecido.
- Alô? - falei meio apreensiva
- Diana Hoffnung? - respondeu uma voz masculina do outro lado do telefone, hesitei em responder.
- Quem é? - perguntei pensando quem seria, não me lembrava de ter dado o nº do meu celular para nenhum garoto. 
- É o Derick. - falou, meu coração pulou - Soube o que aconteceu com os pais de Lucky?
Me lembrei do sonho, do que a empregada e Lucky falavam. 
Meu coração apertou.
- O...o que? - perguntei já sabendo a resposta.
- Os pais dela sofreram um acidente... -falou Derick fazendo uma pausa. - eles estão mortos.




quarta-feira, 27 de abril de 2011

8

12:30 - Quinta feira - Em casa

Sentei-me na cadeira do meu quarto e fiquei voltando as lembranças de ontem a noite. O que estava acontecendo? Era coisa do destino? E como Derick entrou ontem ?
Eu acho que meus pais deixaram a porta aberta quando foram para o jantar com aqueles clientes que tanto falavam, cruzei as pernas sentindo o sono me dominar quase totalmente, meus olhos lutavam contra a força do sono até que me dei contar que não iria conseguir ficar acordada por muito tempo, me levantei e me joguei na minha cama macia e quente. E então eu dormi.

 Estava em frente de uma bela casa de madeira, o jardim estava perfeitamente cuidado e havia nele todos os tipos de flores o que me chamou mais a atenção.

Um grito então tomou minha atenção para dentro da grande mansão que estava bem a minha frente, engoli em seco e entrei silenciosamente, subi as grandes escadas e me encontrei em frente do quarto de Lucky Star, logo me escondi quando a vi passar e quando tombar comigo, meu coração tava a mil e eu estava me perguntando como eu conseguira chegar ali.
Sua aparencia estava horrivel, seus cabelos loiros e curtos estavam completamente bagunçados como se tivessem puxado seu cabelo (briga de mulher), ela chorava e estava incosolavel ate que uma velha empregada veio e a abraçou e levou a mesma para o banheiro, segui-as tentando fazer que não fosse vista e logo entendi o que estavam conversando.
- Está tudo bem, você vai ficar bem minha querida - falava a empregada enquanto pentiava seu cabelo e Lucky lavava mil vezes seu rosto - Deus quis assim, tem que entender que todos iremos morrer, mais cedo ou mais tarde.
Lucky soluçava e logo entendi porque ela chorava tanto, alguem de sua familia morrerá mas era alguem proximo a ela, chegava a dar pena.
- E... eu so...so...sou a c...culpada - choramingou Lucky voltando a olhar para a empregada, ela abraçou-a mais uma vez e segundos depois se afastou. - Se eu n...não tivesse cismado tanto em levar Derick comigo a Londres.
Fiquei boquiaberta, seus pais morreram? como? por que? onde? meu coração se partiu
- Talvez se você não pressionado tanto - comentou a empregada, fiquei impressionada por ela ter concordado com Lucky, a essas horas o que deveria fazer era ampara-la e não culpa-la deixando mais mal ainda. - Você gosta muito desse garoto?
- Não... - respondeu solunçando - Eu só queria que ele fosse para eu ficar mais popular, ele é diferente sabe, não é igual a todos aqueles garotos populares metidos e ignorantes.
Minha boca se abriu novamente, eu nao acreditava que ela estav dizendo aquilo... não no meu sonho, e o que ela tava fazendo no 'meu' sonho?
- Você usa as pessoas como objetos... - comentou a empregada enquanto tirava alguns fios de cabelo do rosto molhado de Lucky - Você deveria aprender a parar de ser tão egoista, você só pensa em si mesma, eu cheguei um dia te chamar de mesquinha.
Se isso fosse para conforta-la nao estava dando certo pois o rosto de Lucky estava ficando cada vez mais vermelho.
- Não vou mudar meu jeito de ser... - reclamou Lucky - sou assim e se voce não gostou porque ta falando comigo?
A empregada saiu logo apos que ela disse isso mas antes de ir para a cozinha ela se virou para Lucky e falou:
- Você vai pro inferno.




Acordei suando frio, dei uma leve gemida e me levantei com dores no corpo.
- Você está bem? - perguntou Lucinda parada um pouco a minha frente
- Posso te perguntar uma coisa bem maluca? - perguntei enquanto tentava formar a pergunta rapidamente pela minha mente
- Claro querida. - respondeu Lucinda meio preocupada
- Podemos sonhar com algo real? Algo que pode estar acontecendo?