Postagens populares

sábado, 30 de abril de 2011

27

10:00 - Sábado  Em Casa / Praia

Abri meus olhos bem devagar enquanto sentia a luz do sol passar pela minha janela e chegar até mim, joguei o cobertor para longe de mim me despreguiçando logo em seguida.
Ainda não estava acreditando que ontem a noite tinha mesmo existido, que eu e Guilherme teriamos dançado colados um no outro no maior clima de love; mas eu ainda tinha medo... medo que hoje ele me esqueceria e arranjaria outra idiota para cair na sua rede de sedução.
Tirei isso da cabeça e fui para o banheiro arrastando meus pés.
Escovei o dente, lavei meu rosto e como sempre passei um creme.
Voltei ao meu quarto e parei por instantes, levei minha mão no meu cabelo e o prendi em coque. Continuei em pé com a preguiça dominando minhas pernas, ri e fui em direção ao armario, catei qualquer roupa e vesti, pus meu pijama de baixo do meu travesseiro e me joguei na minha cama ficando completamente largada ali.
- Filha? - falou mamãe aparecendo na porta com um maior sorrisão em seu rosto. - Como foi ontem? Nem tava acordada quando chegou.
Sentei-me na cama ao seu lado e sorri.
- Foi maravilhoso mãe. - falei - Era uma festa de casamento.
Mamãe e eu rimos juntas
- Que bom que se divertiu querida. - ela respondeu se levantando da beirada da minha cama - Tenho que ir ao mercado, o café ainda ta na mesa.
Então ela saiu do meu quarto fechando a porta, deitei-me na cama novamente fechando os olhos e repassando as imagens de ontem na minha cabeça fazendo meu coração se acelerar.
Minha barriga roncou tão forte que devia dar para ter escutado ela do outro lado da rua, ri timidamente de mim mesma e fui para a cozinha.
Comi meu pão e tomei meu café depois arrumei a mesa guardando tudo que eu mexi.
Dei uma olhada na tv e depois fui para o quarto, pus minha roupa que eu custumava a usar na ed. física e sai de casa, começei uma caminhada de leve até a praia e depois começei a correr, a brisa leve passava pelo meu rosto... "vento com sol" muito bom, uma otima combinação eu tinha que concordar.
Quando cheguei na entrada da praia que me levava para a areia hesitante e depois entrei com tênis e tudo, nem ligava.
A bermuda que nem podia ser considerada uma bermuda maracava minha bunda, ate a minha calcinha por isso fui de biquine, qualquer coisa eu dava um mergulho no mar para me refrescar.
Voltei a caminhar balançando meus braços para todos os lados como se eu fosse louca, eu sorri e ri sozinha.
Dei uma olhada no territorio e tinha que ver... vário gatos na praia hoje, hum, eu podia descolar um para mim sabe... para quando eu me decepcionar com Guilherme eu já ter alguem ou sei la, para me apoiar.
Tirei essa idéia da mente por enquanto, sentei-me na areia poucos metros distantes do mar, tirei meu tênis e a meia pondo as para dentro, logo em seguida a blusa e a bermuda.
Soltei meu cabelo e pus minhas roupas um pouco afastadas dali e em seguida corri pro mar mas fui impedida por uma mão forte e quente que eu reconheceria mesmo cega.

 - Posso me juntar ? - ele perguntou, dei uma olhada para baixo e vi que estava de bermuda mas mesmo assim estava bem sexy com os musculos a amostra, ele pegou na minha mão e ficou a alisando - a . 
- Claro. - respondi timidamente enquanto ia sendo puxada por suas mãos fortes em direção ao mar. 


26

20:43 Sexta feira - Festa


 Guilherme e eu estavamos na pista de dança, agarrados um no outro, sentindo a belissima música de Mariana Rios - "Aonde você foi parar" tocar em nossos ouvidos.
Meu rosto estava apoiado em seu ombro e logo estava sentindo o doce  perfume maravilhoso que vinha dele... de sua roupa... de seu corpo. Estava tão aconchegante em seus braços fortes, me sentindo tão segura... coisa que não sentia fazia a muito tempo, e então meu coração começou a se acelerar novamente, eu sorri enquanto aproveita o momento... o 'nosso' momento. 
 - Diana? - uma voz masculina, porém estava rouca de tanto que deveria ter gritado, eu me virei com raiva mortal de quem me tirara daquele clima totalmente apaixonante. 
- Derick? - perguntei meio atordoada, por que ele estava ali? e por que ele viera falar comigo? e ainda um pouco mais confuso.. Lucky não estava ali, estranho. - O que faz aqui?
- Eu que te pergunto.- ele falou - ainda mais com 'ele'. 
Ele apontou na direção de Guilherme que agora estava completamente nervoso, seus dentes estavam trincados e seus olhos pareciam querer mandar alguma mensagem de morte para Derick que o ignorava completamente e logo voltara a falar comigo.
- Quer que eu a leve para casa? - perguntou pegando em minha mão e me puxando para a direção dele, só que Guilherme fez o mesmo e já que ele era mais forte me pos por tras dele e dei um passo a frente ficando cara a cara com Derick. 
- Ela não precisa de você... - ele falou num tom ameaçador - Saí daqui! 
Derick se inclinou para o lado com o olhar de assustado porém estava em dúvida se acreditaria ou não em Guilherme, eu balançei a cabeça concordando apesar de meu coração ter falhado ao concordar. Chateado se afastou, mas antes eu falei :
- Cadê Lucky? pensei que vocês saiam sempre juntos - perguntei, Derick se virou para mim e com um olhar triste respondeu:
- Ela está preparando as malas, iremos amanha. - respondeu e logo se lançou escuridão a dentro da discoteca. Encostei minhas costas na parede e me encolhi. 
- Você está bem? - perguntou Guilherme tirando alguns fios de cabelo do meu rosto, fechei os olhos e tentei não chorar... não queria mais chorar por Derick... não mais.
- Estou... - falei, na verdade eu realmente estava bem... por mas que eu passasse mais tempo com Guilherme do que com Derick , havia ainda uma parte dele em mim que só poderia ir embora quando Derick fosse embora desse país. Cheguei um pouco mais perto de Guilherme e o abraçei, tão forte...    
- Preciso de você... - sussurrei desejando que ele não me ouvisse. 
E agora estava tudo perdido... realmente não havia mais possibilidades de eu me afastar dele sem ficar magoada, mas não pensei nisso agora...
Ele estava ali, e era isso que me importava.. 


Só isso. 


25

20:30 - Sexta Feira - Festa


Paramos em frente a um arco gigantesco onde haviam dois grandes homens uniformizados, Guilherme me carregava pela cintura colando meu corpo ao lado do dele.
Eu tinha que concordar, eu estava muito bonita (só aquela noite) mais ainda uma coisa não saia da minha cabeça... 
"com que dinheiro Guilherme comprará esse vestido?"  eu não ia perguntar, quando você recebe um presente é falta de educação perguntar quanto custou, e ainda mais se for... de um garoto.
Guilherme dera nossos nomes a um dos caras moreno que segurava varias folhas com os nomes dos convidados,quando esse homem nos liberou e nos deixou entrar pude perceber que era um 'casamento', na verdade era a festa de casamento.
 Passamos pela tentadora mesa do bolo que tinha 3 andares e uma mesa de doces cheios de chocolates, minha barriga roncou e tentei disfarçar mas Guilherme notara, ele sorriu e me conduziu uma mesa perto da discoteca. Sentamos nas  cadeiras uma em frente a outra para que pudessemos nos avaliar melhor, a música estava alta e havia muitas pessoas se acabando na pista de dança. 
- Você está incrivel. - falou piscando para mim, e novamente uma onda de calor passara pelo meu corpo me fazendo ficar agitada. 
- Olha quem fala... - apontei para ele enquanto sorria. - Você parece um principe.
Parecia que ele tinha se aproximado mais de mim quando um garçom (bonitinho) atrapalhara nosso clima, me afastei sem graça enquanto Guilherme pegava um copo de refrigerante para mim e para ele.
 Levei o copo ate minha boca e bebi um pouco pondo o copo novamente em cima da mesa, Guilherme fuzilava o garçom que ainda não saira da nossa mesa.
- A senhorita está muito bela. - admirou o garçom, minhas bochecas queimaram mas ignorei quando ouvi um rosnar vindo de Guilherme que olhava cada vez mais com raiva para o garçom que saira . 
- Está tudo bem? - perguntei pondo minhas mãos em cima das dele, ele virou-se em minha direção e seu rosto relaxou um pouco. 
- Estou otimo. - respondeu - Mas acho que esse garçom perdeu seus limites, acho que alguem precisa lembrar-lhe das regras.
Fiquei um pouco confusa do que ele dizia mas ignorei, aquilo era uma festa e não um ringue de luta.
- Relaxa... - falei sorrindo - Essa música é legal. 
Agora tocava "Super Amor - Luan Santana" na discoteca e todos os casais estavam dançando coladinhos o que me deu um pouco de inveja. Voltei a olhar para Guilherme que agora estava quase colando nossos rostos e sussurrou para mim :
- Eu já desafiei a lei da gravidade, já voei sem asas pra te procura - cantou fazendo meu coração bater cada vez mais rápido - Tenho um radar no peito batendo de saudade, é o meu coração querendo te encontrar.
Pisquei varias vezes para ver se aquilo era mesmo real, se aquilo tava acontecendo... se Guilherme estava mesmo cantando para mim, ele pegou minha mão e entrelaçou com as dele. 
- Quero ser o seu super-herói, te dar um super amor que nem o tempo destrói. - cantou pela ultima vez antes de aproximar seus lábios nos meus e começar um beijo lento, carinhoso e apaixonado...






24

19:59 - Sexta feira - Sala de estar



Ster foi embora minutos depois minha mãe chegou e agora eu estava junto com ela sentada no sofá assistindo a novela das sete.
Eu não era daquelas viciadas, que fica perdendo a metade do dia comentando o que deveria acontecer e o que vai acontecer no proximo capitulo, eu só via para distrair minha cabeça mesmo, para não ficar pensando na mesma coisa o tempo todo.
Bateram na porta.
Com preguiça pedi para que minha mãe atendesse,lentamente ela se direcionou até a mesma e abriu, não vi sua reação mas escutei um 'ooh' seguido por meu nome, virei meu rosto com um baita sono e percebi que Guilherme estava na porta completamente arrumado para alguma uma festa chique. Tentei me lembrar de como respirava, ele estava belissimo, chegava ao ponto extremo da beleza humana ou mais além... parecia um principe do que um garoto comum.
- Vá se arrumar... - falou entrando em casa após comprimentar minha mãe que ainda estava surpresa e admirada. - Iremos a uma festa.
Com uma de minhas mãos apertei o lugar onde meu coração estava e apertei, ele batia tão rápido a ponto de eu ter um ataque cardíaco a qualquer momento.
- O que? - me levantei incredula, ele tava me chamando para uma festa em cima da hora? - Não vai dar tempo e eu não tenho roupa ...
Foi ai que ele movimentou uma de suas mãos que estava nas costas e ergueu uma roupa... quer dizer um vestido completamente lindo, deveria ter sido comprado em uma das lojas mais caras da cidade. Meus olhos se arregalaram e levantei-me indo em direção ao mesmo, passei a mão no vestido vermelho.
O vestido que Guilherme comprara para mim tinha um decote não muito vulgar, mas daria para aparecer um pouco dos seios e tinha um enorme corte em um dos lados, debaixo do decote havia um tipo de joia, belissima, brilhava e sim... chamava muita atençao.
 Olhei para mim que estava mais surpresa do que antes e sinalizou algo com a cabeça para que eu fosse me vestir, eu sabia que se eu fosse junto com Guilherme para essa festa taria tudo perdido.. tudo que planejei.
Mas 'não' tinha como não aceitar.
Peguei o vestido timidamente de sua mão e andei lentamente até entrar em meu quarto, fechei a porta e pus o vestido em cima da cama.
Procurei o ar em meus pulmões, passei a mão em minha testa retirando o pouco suor que nele havia.
Como? e por que Guilherme me derá um vestido carissimo? Logo para mim ?
Passei minha mão novamente no vestido que estava jogado em minha cama ate achar uma pequena carta dentro dele, nervosa abri o lentamente jogando um aroma tão tranquilizante que me deixara na mais pura paz.

"A beleza deste vestido não é nada comparado a sua, vista-o e venha até mim.
A noite nos espera.
Guilherme"

Senti meu coração saltitar, logo depois um sorriso sincero nascera em meus lábios.

23


16:00 Sexta Feira - Casa


Guilherme me deixara na porta de casa e se despedira com um beijo na minha testa, meu coração falhou quando eu o vi indo embora. 
Entrei em casa dando de cara com minha mãe ao lado de Ster, tentei mudar a expressão do meu rosto mas não consegui. Ster e mamãe então riram juntas como se soubessem o que tinha acontecido, andei em direção ao quarto mas fui impedida pelas palavras de mamãe.
- Diana querida... - falou levantando-se do sofá e ficando ao meu lado - Não tem nada para nos dizer sobre o passeio de hoje? 
Ela sabia, claro que sabia... pela primeira vez senti raiva mortal da intuição da minha mãe. Suspirei.
- Estou cansada. - menti - Não quero falar sobre isso.
Lançei um ultimo olhar para Ster que se divertia do meu desespero e fui em direção ao meu quarto, entrei, tranquei a porta e me joguei na cama passando as imagens daquela tarde em minha mente, nunca me senti tão bem como hoje... mas isso não queria dizer que eu ia ficar caindo nos braços de Guilherme, quer dizer... eu precisava me afastar dele ate que eu não sentisse mais nada por ele.
- Diaaaaana! - gritou Ster do outro lado da porta e me tirando dos meus desvaneios. - deixa eu entrar!!!
- Não... - falei - se eu te deixar você vai ficar me jogando na cara o que aconteceu...
Houve silencio, depois risos abafados
- Prometo que não falo nada disso, mas deixa eu entrar poooor favor! - falou, dava para perceber que ela pulava. 
Levantei-me da cama e fui abrir a porta para Ster, ela passou do meu lado que nem um furacao e começou a pular de alegria enquanto examinava meu estado. Esqueci completamente que estava de biquine, mas por sorte estava seco.
- Eai... - ela falou com seu sorriso metálico a amostra - como foi?
Bufei, eu sabia que ela ia querer saber... como eu podia ser tão imbecil em acreditar?
- Por favooor... - disse ela se ajoelhando a minha frente - me conta, e seja sincera... vocês ficaram não é?!
Seus olhos brilhavam esperançosos, franzi o nariz e apenas balançei a cabeça admitindo que eu beijara Guilherme. 
Tampei meus ouvidos no exato momento que ela se levantara do chão e começa a gritar animada com a novidade, me encolhi enquanto Ster dava voltas no quarto como um carro desgovernado. Quando parou, fui ate ela,segurei forte em seus braços e fixei meus olhos nos dela.
- Não conta para ninguem pelo amor de Deus! - pedi - Ninguém pode saber disso.
- Por que não? - ela perguntou - Guilherme é um tremendo gato, misterioso... muito sexxxxxy e provocante, ah para Diana vai falar que não gosta do jeito malvado dele? Pode admitir.
Revirei os olhos, é eu gostava tinha que admitir. 
- Isso não importa. - falei - mas não quero que abra essa boca, isso morre aqui  entendido? 
- Ta bom, ta bom - respondeu - mas ainda torço para ficarem juntos!
Bufei novamente, fui em direção ao banheiro avisando para Ster que iria tomar banho. 
Eu precisava refrescar a cabeça, precisava pensar em um modo para não me envolver mais do que eu já estava envolvida com Guilherme. 
Tirei o short e entrei no boxe, liguei o chuveiro e deixei que a água frio me ajudasse a esclarecer as coisas. 


sexta-feira, 29 de abril de 2011

22

14:26  Sexta Feira - Parque



Estavamos deitado sobre o gramado menos molhado do parque, o tempo estava ficando feio o que significava que iria chover a qualquer momento mas eu não ligava, meu coração não estava mais partido e sim de volta como ele era antes, minha cabeça estava encostada no peitoral de Guilherme que acariciava meus cabelos e jogava para todos os lados, o toque de suas mãos em meu corpo me fazia sentir um estranho formigamento porém eu gostava, era reconfortante. 
  Tinhamos sorte que não havia mais ninguém ali, a luz do sol batia em nossos rostos mas a sensação da pele de Guilherme era mais confortável em um dia frio que qualquer luz do sol, cobertor ou mesmo uma lareira acesa.Mas eu não conhecia muito sobre Guilherme, quero dizer, ele nem tocava no assunto sobre sua vida... eu sentia que ele guardava algum segredo, algo que se for descoberto seria punido. Senti um aperto no coração, eu queria saber e muito mas se eu soubesse e a vida de Guilherme ficasse em risco eu preferia ficar na curiosidade. 
Sei que é muito cedo para eu pensar que teriamos algum relacionamento serio no futuro, ainda mais porque ele mesmo disse que não era de se prender então eu tinha que cortar rapidamente minhas emoções que envolviam ele e tinha que rapidamente conhecer outra pessoa. 
Suspirei e percebi que Guilherme me olhava curioso com aqueles grandes olhos pretos, o que me chamara mais atenção. Escondi meu rosto em sua camisa e pensei que se eu não me envolvesse tanto com ele talvez eu saira intacta depois que ele estivesse com outra, esse pensamento me deixou para baixo. 
Fechei os olhos contendo as lágrimas que vinham junto com imagens que eu nunca, jamais iria querer ver... não na minha frente. 

 "Tarde demais pra pensar,nas marcas que vão ficar,
Nos olhos que custam secar,
Tarde demais pra entender,o que é não ter você,
Acordar e nem se quer saber.
Quem vai roubar os seus beijos meus,
Desde do último adeus,
Eu me esforço para não pensar,
Que outros iram ver você dormir"




A música do Catch side - Deixar partir não saia da minha cabeça, querendo ou não eu já tinha uma parte de Guilherme dentro de mim, se ele se afastasse de mim... o meu coração iria junto.
Trinquei os dentes, tentando controlar as lágrimas que insistiam em sair, até que o meu controle sob elas foi para   o beleleu, e elas começaram a descer rapidamente. 


21

14:10 Sexta Feira - Rua


Não voltamos para minha casa, eu não estava nem um pouco afim de ficar dentro de meu quarto escutando músicas depressivas que só me levavam mais para o fundo do poço. Eu tinha sorte de Guilherme ainda querer dar umas voltas comigo, mas eu estava muito curiosa para saber quem era a tal garota que o maior gato do meu quarteirão estava interessado. 
- Então... - tive que gritar para que ele me ouvisse, o barulho dos carros passando estava cada vez mais alto, Guilherme virou seu rosto um pouco curioso. - Você ainda não me falou sobre essa garota que está interessado, eu conheço?
Ele riu mas só soube que ele ria pois eu tinha olhado, porque o barulho dos carros tinham abafado o som, ele pegou na minha mão e me puxou para um lugar que eu juro que não conhecia. 
Atravessamos a rua apressados e me conduzia a um parque que ficava ali perto, lá era calmo... já tinho ido nele, mas não por esse caminho. Pisamos na grama molhada e fomos em direção a um banco de cimento perto dali, sentamos e fiquei esperando sua resposta. 
- Ela é bonita, sincera... - ele riu novamente mas agora olhava para dentro de meus olhos, como se tivesse vendo a minha alma. - Bem... muito diferente da maioria das garotas que já gostei, que já conheci. 
- Ah... - falei meio sem graça , não sei porque. - você já falou com ela?
- Falamos normalmente, como um cidadão qualquer... - ele falou - mas ainda eu não disse nada, tenho que descobrir o que sinto de verdade, depois... pensarei se digo. 
Um vento passou pelo parque jogando todas as folhas que tinham caído das grandes árvores para longe, segurei meu cabelo olhando para outro lado. 
- Quem era aquela garota que estava em sua casa mais cedo? - perguntou, me virei rapidamente quando notei um ponto de interesse na pergunta. Controlei-me para não xinga-lo, meu coração doeu. 
Não sei por que. 
- Ster. - falei de mau humor 
- Ster de que? - perguntou 
- Ster, Ster. - respondi meio sem paciência para suas gracinhas
- Hum. - falou - O nome todo de Ster é Ster Ster ? 
Respirei fundo e revirei os olhos procurando paciência.
- Claro que não né. - respondi 
- Então fale direito. - implicou - Qual é o nome dela?
- STER ! - respondi impaciente 
- Tem mais que eu sei. - ele falou rindo
- Ah vê se me erra garoto. - me levantei irritada, mas antes que eu pudesse ir para algum lugar longe ele segurou minha mão e me puxou levemente, mas tinha tanta força que me fizera sentar. - O que foi?
Ele sorriu brincalhão e me fez esquecer o porque que eu estava irritada. 
- Fique. - falou com a voz sedutoramente sexy, senti a onda de calor passar pelo meu corpo, tive que me controlar senão eu iria correndo pular em seus braços e lhe dar um beijo. Controlei minhas emoções, mas sabia que ia perder o controle mais cedo ou mais tarde. O pior que ele percebera. 
Gemi.
- Que foi? - perguntou acariciando meu rosto, senti sua mão macia, quente e forte em minhas bochechas... nunca sentira uma mão assim.... antes que eu deixa-se continuar eu afastei meu rosto atordoada. 
- Para com isso por favor. - falei, mas parecia mais como um sussurro... que droga, o que estava acontecendo comigo?
- Quer mesmo que eu pare? - perguntou ele usando aquela voz sexy novamente, o que ele queria ? me provocar? estava conseguindo.
Não respondi, a unica coisa que fiz foi franzir o nariz e morder o canto dos meus lábios.
Quando dei por mim os lábios de Guilherme estavam tão próximos dos meus e eu fiz o resto. 
Pus minha mão em sua nuca e empurrei seu rosto mais para o meu, o beijo foi quente... prazeroso... carinhoso, e meu coração começou a fazer um samba dentro de meu corpo, minhas pernas tremiam como bambu e meus olhos... estavam fechados, sentindo o hálito de hortelã de Guilherme.