Postagens populares

sexta-feira, 29 de abril de 2011

21

14:10 Sexta Feira - Rua


Não voltamos para minha casa, eu não estava nem um pouco afim de ficar dentro de meu quarto escutando músicas depressivas que só me levavam mais para o fundo do poço. Eu tinha sorte de Guilherme ainda querer dar umas voltas comigo, mas eu estava muito curiosa para saber quem era a tal garota que o maior gato do meu quarteirão estava interessado. 
- Então... - tive que gritar para que ele me ouvisse, o barulho dos carros passando estava cada vez mais alto, Guilherme virou seu rosto um pouco curioso. - Você ainda não me falou sobre essa garota que está interessado, eu conheço?
Ele riu mas só soube que ele ria pois eu tinha olhado, porque o barulho dos carros tinham abafado o som, ele pegou na minha mão e me puxou para um lugar que eu juro que não conhecia. 
Atravessamos a rua apressados e me conduzia a um parque que ficava ali perto, lá era calmo... já tinho ido nele, mas não por esse caminho. Pisamos na grama molhada e fomos em direção a um banco de cimento perto dali, sentamos e fiquei esperando sua resposta. 
- Ela é bonita, sincera... - ele riu novamente mas agora olhava para dentro de meus olhos, como se tivesse vendo a minha alma. - Bem... muito diferente da maioria das garotas que já gostei, que já conheci. 
- Ah... - falei meio sem graça , não sei porque. - você já falou com ela?
- Falamos normalmente, como um cidadão qualquer... - ele falou - mas ainda eu não disse nada, tenho que descobrir o que sinto de verdade, depois... pensarei se digo. 
Um vento passou pelo parque jogando todas as folhas que tinham caído das grandes árvores para longe, segurei meu cabelo olhando para outro lado. 
- Quem era aquela garota que estava em sua casa mais cedo? - perguntou, me virei rapidamente quando notei um ponto de interesse na pergunta. Controlei-me para não xinga-lo, meu coração doeu. 
Não sei por que. 
- Ster. - falei de mau humor 
- Ster de que? - perguntou 
- Ster, Ster. - respondi meio sem paciência para suas gracinhas
- Hum. - falou - O nome todo de Ster é Ster Ster ? 
Respirei fundo e revirei os olhos procurando paciência.
- Claro que não né. - respondi 
- Então fale direito. - implicou - Qual é o nome dela?
- STER ! - respondi impaciente 
- Tem mais que eu sei. - ele falou rindo
- Ah vê se me erra garoto. - me levantei irritada, mas antes que eu pudesse ir para algum lugar longe ele segurou minha mão e me puxou levemente, mas tinha tanta força que me fizera sentar. - O que foi?
Ele sorriu brincalhão e me fez esquecer o porque que eu estava irritada. 
- Fique. - falou com a voz sedutoramente sexy, senti a onda de calor passar pelo meu corpo, tive que me controlar senão eu iria correndo pular em seus braços e lhe dar um beijo. Controlei minhas emoções, mas sabia que ia perder o controle mais cedo ou mais tarde. O pior que ele percebera. 
Gemi.
- Que foi? - perguntou acariciando meu rosto, senti sua mão macia, quente e forte em minhas bochechas... nunca sentira uma mão assim.... antes que eu deixa-se continuar eu afastei meu rosto atordoada. 
- Para com isso por favor. - falei, mas parecia mais como um sussurro... que droga, o que estava acontecendo comigo?
- Quer mesmo que eu pare? - perguntou ele usando aquela voz sexy novamente, o que ele queria ? me provocar? estava conseguindo.
Não respondi, a unica coisa que fiz foi franzir o nariz e morder o canto dos meus lábios.
Quando dei por mim os lábios de Guilherme estavam tão próximos dos meus e eu fiz o resto. 
Pus minha mão em sua nuca e empurrei seu rosto mais para o meu, o beijo foi quente... prazeroso... carinhoso, e meu coração começou a fazer um samba dentro de meu corpo, minhas pernas tremiam como bambu e meus olhos... estavam fechados, sentindo o hálito de hortelã de Guilherme. 



20

13:45 - Sexta feira - Restaurante


Eu estava sentada junto com Guilherme numa das mesas la no canto do restaurante.
Ainda estava cansada da praia, sinceramente? minha opnião sobre o Guilherme mudara completamente, ta não tudo... mas a maior parte sim. 
Endireitei-me na cadeira e dei uma olhada rápida no cardápio, eu já escolhera o que eu ia comer e Guilherme também. Ele chamou o garçom que rapidamente nos atendeu, fizemos nosso pedido e nos disse que tinha-mos  esperar uns 10 minutos, me inclinei um pouco para frente, debruçando meus braços em volta do prato. 
- Sei que isso não é da minha conta... - pausei dando um longo suspiro e olhando para Guilherme - mas você namora? 
Ele continuou com aquele sorriso simpático nos lábios o que fizera meu coração derreter como sorvete no meio do deserto do Saara. 
- Não... - respondeu começando a avaliar minha reação, corei. - Não sou de me prender a uma garota. 
Pisquei algumas vezes, certo... um gato como Guilherme claro que não era de se prender, de se apaixonar rápido, tinha que admitir que fiquei meio decepcionada pela resposta mas contive minhas emoções. 
- Mas... - continuou ele, levantando uma de suas sobrancelhas e se inclinou na minha direção, estavamos sentados um em  frente do outro. - Estou interessado em uma garota.
Ele sussurrou tão perto de meu rosto que parecia que isso foi uma indireta, mas sei que não era para mim... eu não era interessante, nem um pouco misteriosa, sedutora e provocadora e isso me irritava quando queria conquistar alguém que eu desejasse.
- Hum. - foi só o que conseguir pensar, desviei meu olhar do dele e me afastei olhando o restaurante que ficava cada vez mais lotado. 
- E você? - perguntou Guilherme tirando-me da distração, coçei o alto de minha cabeça e tentei sorrir enquanto meu coração estava sendo espetado. 
- Eu gostava de uma pessoa... - comecei falando, balancei a cabeça e voltei a olha-lo - Mas já o esqueci, isso não importa mais, não para mim.  
Sua expressão mudou, de simpático foi para sério e perverso. 
As vezes ele me dava medo. 
- Ele é um grande otário. - Ele comentou, sua voz soou maliciosa... como se fosse divertido falar mal do Derick. Eu fiquei meio tensa. - Ele fez alguma merda para você? 
Engoli em seco, suas palavras estavam ficando cada vez mais perversas, incomuns... tentei reagir normalmente mais aquele tipo de comportamento não de me deixa confortavél.
- N...não exatamente. - baixe meu rosto, e desvie meus olhos dos dele. - Vamos mudar de assunto, não quero falar disso. 
Seu rosto não relaxou nem mesmo com minhas palavras, ainda estava sério e misterioso. 
Minutos depois nossa comida chegou, eu não estava com tanta fome assim, dei uma olhada em Guilherme que comia educadamente, esse comportamento era incomum para alguém que é tão... tão agitado ?! Voltei a prestar atenção na minha comida e comecei a dar garfadas e pondo a comida na minha boca, lentamente. 


19

12:00 - Sexta Feira - Praia


Chegamos na praia em um silencio absurdo, Guilherme não falou uma palavra se quer e agradeci a Deus por isso (mentalmente). Sentamos um pouco afastado do outro, eu me sentia bem assim e bem perto da maré. O sol estava forte naquele horário e antes de sairmos de casa combinamos que ele iria me levar para algum lugar para almoçar, porque ele me convidou para sair então tinha que pagar a comida. Eu sorri. 
- O que foi? - ele perguntou quebrando o gelo entre nós dois, seus olhos estavam um pouco mais escuros como  um buraco negro. 
- Nada. - respondi nem olhando para ele, levantei-me tirando o short e ficando de biquine. Senti alguns olhares masculinos em mim mas ignorei. - Vou nadar, vai comigo?
Ele parou para pensar um pouco, eu não sabia que para entrar na água precisa de um minuto para pensar, bufei e começei a correr em direção ao mar, o sol estava muito forte e concerteza eu iria sair dali ardendo. 
Fiquei na beirada na água esperando que uma onda passasse para eu fura-la e quando apareceu uma eu não perdi a oportunidade, fiquei em um lugar menos raso e mergulhei pelo meio da onda, a sensação refrescante da água do mar bateu em meu rosto e ao levantar recuperei meu folego e dei uma rápida olhada para trás, Guilherme admirava outras garotas que estavam em um lugar próximo ao nosso, grunhi baixinho... mal chegou na praia e ja ta de olho nas garotas...
Enquanto eu xingava Guilherme de todos os nomes por pensamentos eu não prestei atenção numa onda que estava cada vez mais perto de mim, quando me virei ela já estava estourando em cima de mim. 
Eu gritei e logo me vi sendo puxada pela onda, tentei ir para superfície mas a maré simplesmente me puxava cada vez mais para o fundo, eu girava, me debatia mas não conseguia fazer mais do que isso, meu folego estava acabando e meu pulmão cada vez mais procurava ar, estava de olho aberto e só conseguia ver o mar se movimentando e quando tentava me levantar para recuperar o ar outra onda vinha e me prendia novamente até que meu ar tinha acabado e o pânico tomou conta de mim, minha visão começou a ficar embasada e de repente perdi o controle total do meu corpo até que senti algo me puxando, uma mão forte e quente me trouxe novamente para a superfície mas eu já estava quase inconsciente depois do tempão que fiquei embaixo d' agua.
Minha visão tava completamente embasada, como uma foto sem foco.
- Diana! Diana! - gritou uma voz familiar, eu não estava reconhecendo por causa da quantidade de agua que eu havia bebido, minha cabeça parecia vento... - Você consegue me ouvir?
Não consegui mexer nem um centímetro do meu corpo, eu estava perdendo a consciência... eu estava...


1 hora e meia depois...

Abri os olhos lentamente e me encontrei de baixo de um guarda sol gigantesco com Guilherme colado ao meu lado, estava sem blusa como sempre. Ele sorriu ao ver que eu estava acordada.
- Finalmente. - falou ele me ajudando a sentar com uma de suas mãos. - Fiquei preocupado.
Tentei forçar um pouco minha cabeça para lembrar o que tinha acontecido depois que fui pega, não me lembro do rosto do cara que salvou minha vida mas eu estava achando que foi o Guilherme.
- F... foi você que me tirou do mar? - perguntei tremendo um pouco, ele me puxou para um abraço... nunca pensei que isso um dia podia acontecer, mas aconteceu... sua pele quente contra a minha fria, seu coração com o meu coração. 
- Fui... - respondeu Guilherme, realmente seus olhos demonstravam preocupação - Você demorou para voltar então percebi que você não estava na superficie... te procurei que nem louco, mas não foi só eu.
Guilherme apontou para um outro garoto musculoso, branco, cabelo encaracolado e loiro... se eu não tivesse enganada era o... 
Arregalei os olhos quando Derick olhou para mim sorrindo um pouco mais aliviado, trinquei os dentes. Não, Derick não me salvou... foi o Guilherme. É foi o Guilherme. 
Tentei convencer isso para minha cabeça e para o meu coração ao mesmo tempo, engoli em seco quando Lucky apareceu ao seu lado dando uma piscada de deboche para mim. 

18

11:20 Sexta - Feira - Quarto 

Ster tinha acabado de chegar e logo a puxei para o meu quarto, eu precisava dela.
Eu precisava da minha amiga. 
- Agora me conta. - falou Ster fechando a porta do meu quarto e jogando sua mochila em cima da minha cama enquanto eu dava voltas e voltas no mesmo lugar. - o que aconteceu?
Meu coração tava cheio de angustia, raiva, odio, tristeza etc... eu estava prestes a explodir com todas essas emoções juntas ao mesmo tempo. Começei a chorar e minha amiga me abraçou tão forte que esqueci por um momento a razão de eu estar chorando - Pronto, pronto... estou aqui, vai ficar tudo bem com você...
Eu queria muito acreditar nas palavras de Ster, muito mesmo... mas eu mesma sabia que nada iria ficar bem por enquanto, não até meu coração ficar cicatrizado. 
- Mas me conta o que aconteceu... - falou novamente agora olhando em meus olhos 
- Derick e Lucky. - e novamente voltei a derramar lágrimas, como algo tão sentimental podia doer tanto? - Eles vão viajar juntos Ster... Derick me ligou ontem para me falar isso!
Ster pareceu um pouco surpresa mas nao tanto quanto fiquei ontem, ela me puxou para um abraço novamente e deu tapinhas leves em minhas costas e percebi que ela chorava junto comigo, eu não entendi o 'por quê'.
- Por que ta chorando? - perguntei me afastando e olhando para seu rosto que agora estava ficando molhado e vermelho. 
- Sou péssima em consolar alguém querido para mim, mas sofro junto com a pessoa. - soluçou Ster, eu abraçei ela novamente e começei meio que ri e meio que chorar ao mesmo tempo.
Minutos depois já estavamos mais calmas, e contei para ela tudo sobre o que aconteceu ontem... desde a hora que Guilherme veio aqui em casa até a ligação de Derick, claro que Ster ficou meio assustada quando falei de Guilherme e meio curiosa para saber como ele era já que minha descrição foi totalmente a favor dele, tirando a parte de ser 'chato' exageradamente.
Luciane bateu na porta e abriu um pouco:
- Tem um garoto te esperando Diana. - ela falou meio que como um sussuro, meus olhos se arregalaram e depois me virei para olhar para Ster que sorriu de um jeito travesso e animado. - Peço para ele esperar?
- É o garoto que te mandou o bilhete? - perguntei gaguejando
- É... ele disse que precisava falar com você. - ela me olhava esperando uma resposta, e eu nervosa não consegui pensar direito.
- Sim, mande ele esperar. - respondeu Ster, Luciane fechou a porta e foi para sala... minhas mãos tremiam como um celular vibratorio, eu estava desesperada mas não sabia o motivo.
- O que eu faço? - perguntei me levantando da cama e tirando o pijama rapidamente e o jogando para os cantos do meu quarto.  
- É o Guilherme? - perguntou Ster com os olhos brilhando
- Sim. - falei pondo uma blusa de manga verde e um mini short jeans, calçei meu chinele e verifiquei meu estado no espelho. - Estou bonita?
Ster parou por um momento para me avaliar e assentiu abrindo um sorriso metalico para mim.
- Vai la amiga... - falou Ster piscando para mim. 
- Ei.... - lançei um olhar frio para Ster, eu sabia que ela queria que eu caisse nos braços de Guilherme. - Não vai rolar nada e alias.. voce vai comigo. 
Peguei no braço de Ster e a carreguei ate a sala, perdi o ar quando meus olhos se encontraram com os de Guilherme que passou por mim e depois para Ster e voltou para mim novamente. Ele sorriu.
- O que faz aqui? - perguntei grosseiramente e sentindo uma pisada forte nos dedos do meu pé, olhei nervosa para Ster. 
- Sua gentileza me emociona... - comentou Guilherme voltando a ficar sério, seu rosto adquiriu uma expressão maléfica, o que fez minhas mãos começarem a suarem, quando parei de reparar em seu rosto vi que ele usava uma blusa de alça que mostravam os musculos do braço bem definidos. - Bem só vim aqui... te pegar mais cedo, estava com tédio em minha casa e queria te levar para a praia. 
Engoli em seco e troquei olhares com Ster que me falava pelos olhos para ir com ele. 
- Mas dessa vez põe um biquine... - comentou Guilherme me chamando a atenção novamente. - Não quero ouvir suas reclamações de velha novamente.
Fuzilei Guilherme com o olhar e minha primeira vontade era de estrangular ele, mas antes de dizer alguma coisa Ster respondeu.
- Ah ela vai por sim... - disse Ster - Espera só um pouco que ela vai trocar de roupa.
A mão de Ster segurou forte meu braço e me puxou para o quarto desesperadamente, fechou a porta e verificou se ele não podia ouvir. 
- ELE É UMA DELICIA DIANA! - exaustou Ster fazendo gestos que o coração dela estava acelerado - Não perca esse homem de jeito nenhum...
- Hã? - olhei incredula para Ster, era impossivel que ela não tenha ouvido o que  ele falou de mim. - Tá maluca Ster? voce não ouviu ele me chamando de velha? 
- E isso importa? - falou - Diana pelo amor de Deus, ele pode ser sua unica chance de desencalhar...
Ignorei sua ultima frase e fui em busca de um biquine descente no meu armario, peguei um vermelho sangue e pus rapidamente e logo depois pus um short que eu usava quando ia a praia.
- Olha... - começei falando logo - Ster eu ja vou falando para não ficar decepcionada comigo, 'e-u' não irei beijar aquele garoto retardado. 
Antes de eu conseguir sair do meu quarto Ster me puxou novamente e disse olhando em meus olhos, seria:
- Você vai sim... - falou - e se você não fizer nada, eu farei. 



17

09:47 - Sexta feira - Quarto


As luzes do sol atravessaram as cortinas da minha janela e iluminavam a metade do quarto, me levantei lentamente com uma baita dor de cabeça depois de ter chorado a noite inteira, meus olhos ainda ardiam com as lágrimas. 
Fui ao banheiro escovei meu dente, pentiei meu cabelo e depois passei um creme básico em meu rosto, voltei para meu quarto e peguei meu celular que estava em cima da mesa, havia milhões de mensagens de Derick e várias chamadas não atendidas dele e da Ster, senti um aperto no coração que me fizera encolher.
Apaguei o número, as mensagens e as ligações de Derick do meu celular e logo depois liguei para Ster...
- Amiiiiiiiiiiiiiga!!! - gritou Ster pelo telefone, tive que afastar ele do meu ouvido porque eu iria ficar surda se eu deixasse
- Bom dia amiga, desculpa não ter ido... - desculpei-me - Tive uma recaída emocional ontem, chorei a noite toda.
- Ai meu Deus... - exclamou ela - O que aconteceu? o que aconteceu DIANA ?
- Calma, pode vim para cá? - perguntei meio sonolenta
- Claro claro... - ela falou - Já é quase o intervalo, posso fugir da escola e ir para ai depois das 11hrs, ok?! 
- Ok, quando estiver chegando me liga. - falei
- Ligo sim, agora... - ela falou meio histérica - tenho babados para te contar.
- Ta bem... - falei - tambem tenho.
Então desliguei o telefone antes que ela pudesse falar alguma coisa a mais, Lucinda entrou no meu quarto lentamente. 
- Bom dia querida. - ela falou dando um sorrisão, tentei disfarçar minha cara de choro por de sono.
- Bom dia Luci. - falei dando um sorriso torto sem emoção, ela que notou minha expressão perguntou:
- Estava chorando ? - perguntou, eu senti uma pontada de preocupação em seu tom de voz
- Sono - respondi mas ela não pareceu muito convencida, ela deu de ombros. 
- Ah esqueci... - ela falou pondo a mão no bolso de traz de sua bermuda e retirou um pequeno envelope branco - Um belo rapaz me parou na rua e me perguntei se eu trabalhava aqui e disse que sim, ai ele pediu para eu te entregar isso.
Primeiro suspeitei que fosse Derick, ele sabia que eu não iria responder suas mensagens resolveria mandar cartinhas pela a faxineira daqui de casa mas depois pensei que havia possibilidades de ser outro...
- Como ele era? - perguntei um pouco anciosa
Lucinda pareceu fazer esforço para pensar e assim respondeu:
- Alto, moreno, olhos pretos e cabelos tambem... musculoso... - antes de ela continuar, peguei depressa o envelope e abri.... 

"Diana...
  Estive pensando em te levar para um lugar para esfriar um pouco a cabeça, 15hrs estarei ai para te buscar e a proposito conheci a famosa 'Lucky Star', bem bonita mas infelizmente estava acompanhada de um garoto loiro, parecia mais um fantasma loiro do que um humano haha.
Então, te buscarei as 15hrs e ponto ai e nem adianta fugir, saiba que consigo tudo que quero.
Até mais tarde,
  Guilherme"

Ignorei completamente a parte Lucky e Derick no bilhete mas o resto eu achei um pouco irritante como o dono do bilhete, o que ele tanto queria comigo? Joguei a carta em cima da mesa e tentei esquecer completamente de garotos um pouco, fui ate a cozinha, fiz meu café e preparei meu pão e depois fui para a sala assistir tv.
Parecia que o tempo nunca passava e meu coração partido parecia que nunca queria se cicatrizar.. 
 E então corri pro meu quarto, verifiquei se não tinha ninguem ali e voltei a me derramar em lagrimas.

16

21:00 - Quinta feira - Casa



Eu estava muito irritada e com ódio mortal de Guilherme depois que ele me jogou no mar, só para saber como fiquei irritada voltei para casa sozinha completamente encharcada. Suspirei vestindo meu pijama e indo para meu quarto, estava escuro como de costume.
 Queria esquecer de tudo, queria esquecer dele.
E então meu celular tocou e...
 DERICK!
Eu juro que tinha me esquecido completamente dele quando estava com Guilherme. Minha vontade era deixar que a ligação caísse na caixa postal mas meu coração ainda se derretia por ele.
Atendi.
- Diana? - falou 
- Eu mesma. - respondi sem um pingo de animação
- Você foi para onde mais cedo? - perguntou com tom de ciumes, fiquei irritada.. só agora que ele se preocupava aonde eu ia? argh
- Estava na praia. - respondi secamente, revirei os olhos
- Com quem? - perguntou um pouco mais irritado
- Um colega ai. - respondi não dando tantos detalhes
- Huum...- falou - é que te liguei mais cedo e sua mãe falou que voce saiu com um garoto. 
- É. - foi só o que falei. - mas então, por que me ligou?
Houve uns instantes de silencio. 
- Vou viajar... -declarou por fim, meu coração se apertou mas fingi não estar surpresa. - Com a Lucky.
Segurei as lagrimas que se formavam em meus olhos.
- Eu sei. - falei 
- Sabe? como ? ela te contou? - perguntou surpreso
- Não, eu nem falo com ela. - respondi baixo - Mas estava ficando obvio de tanto voce ficar colado com ela.
- Eu... eu só estava consolando ela. - defendeu-se - Não quero nada com ela.
- Ah me conta outra Derick.. - reclamei com voz de choro - Pra que voce me ligou? para me contar isso? se for me ligar para contar sobre Lucky preferia que você não me ligasse.
- O que aconteceu ? - perguntou um pouco assustado - Ela só precisa de alguem... e não era isso que eu ia te falar. 
Suspirei pesado, apertando o telefone nos meus ouvidos.
Eu já tomara uma decisão, dificil... 
- Derick....- falei - quero que me faça um favor.
- Qual? - perguntou
- Me esqueça. - engoli o choro e continuei a falar - Quando descobrir o que senti verdadeiramente por Lucky me fala, mas enquanto estiver viajando... me esqueça!
Minutos se passaram e ele falara nada, tirei o celular do meu ouvido e o olhei por um momento e depois desliguei. 
Chorei a noite toda, mas eu sentia que tivera feito a coisa certa...
E não tinha duvidas que amanha eu não iria para escola, na verdade eu só iria para escola quando Derick e Lucky já estivessem bem longe de mim.





15

19:12 - Quinta feira - Praia


Esqueci completamente que tinha uma praia perto de minha casa e Guilherme que era novo na cidade me conduziu até ela.
  Ja fazia alguns minutos que tinhamos saido de casa e eu ainda estava um pouco nervosa por ele ter me tocado, e me puxado para perto do corpo dele, sabe como é que é...
Guilherme me soltou, tirou sua blusa (o que me fez ficar boquiaberta) e deixou seus musculos a amostra. Seu corpo era completamente definido e mais que isso, era impossivel não parar para olhar e foi isso que as garotas que ainda estavam na praia fizeram. 
Ele pos a camisa em seu ombro e dei uma olhada em mim, fiquei vermelha e abaixei a cabeça fingindo não ligar. 
- Bora para a agua? - perguntou Guilherme com o tom de diversão, pela segunda vez eu o vira sorrindo. 
- Não to de biquine. - respondi meio seca, passei sua frente e caminhei chutando a areia.
- Vai de roupa, ninguem vai olhar... - ele riu - Bem... você não tem nada para a mostrar na verdade.
Uma onda de furia passou pelo meu corpo, fechei os olhos e contei até dez mas nada adiantou... ele tava pedindo para morrer.
- ME ESQUECE GAROTO! - gritei furiosa, ele ainda ria como se eu fosse a palhaça ali, andei mais depressa ignorando sua existencia patetica.
- Ta bom... - concordou ele andando ao meu lado, sua velocidade me impressionou. - Tenho que admitir que você é bem gostosinha. 
Não aguentei e começei a bater em seu braço musculoso, eu sabia que ele não sentia nada pelo simples fato dele tar  rindo do que sei la o que. 
- Por que me trouxe aqui? - perguntei ainda furiosa - Preferia ter ficado em casa do que estar com você.
Seu riso cessou mas dava para ver em seus olhos escuros como a noite que ele parecia se divertir com o que eu falava.
- Voce que me chamou para sair. - respondeu fazendo cara de deboche e se deitando na areia me chamando com o dedinho. - Vem cá vem delícia.
Uau!
Qual era o problema daquele garoto? Sério, nunca tinha conhecido um garoto tão idiota, tão mongol e retardado como o Guilherme. Continuei andando, ignorando-o. 
Parei de caminhar quando percebi que estava bastante afastada de Guilherme, me sentei na areia e fiquei olhando as ondas irem e virem, fiquei tao distraida com o mar que nem percebi que Guilherme se aproximava de mim silenciosamente. 
- Bu 
Eu dei um pulo junto com meu coração e ainda soltei um grito irritante chamando a atenção de todos que ainda estavam na praia, virei-me dando de cara com Guilherme. O resto que ainda tinha de luz solar iluminava o rosto de Guilherme me fazendo lembrar de um modelo de partes intimas. 
- V-A-I SE FEEEEEERRAR! - falei dando um empurrão no peitoral de Guilherme mas nao adiantou nada pois ele não se mexera um centimetro, grunhi de raiva.- Por que voce nao fica quietinho como estava la em casa? 
- Eu respeito sua mãe e não queria causar má impressão, alias... - foi tão rápido que nem percebi o que aconteceu, só percebi quando os braços fortes de Guilherme me pegaram no colo e correu em direção ao mar, eu gritei tanto... tanto mas infelizmente não adiantou nada, eu bati em seus ombros mas nada adiantou tambem, puxei seu cabelo mas tambem nao adiantou.. seus risos abafaram meus ouvidos e a ultima coisa que  senti foi a agua envolvendo meu corpo todo e me levando para baixo.