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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

81 - Guilherme narrando

Só de imaginar que Diana já estava em perigo eu começava a ficar  em pânico, nervoso e com vontade de matar tudo e todos que estiverem em minha frente.
E a premonição de Ster não esclarecera muito bem as coisas, a primeira era: "Onde o maldito escondera Diana?" a segunda era: "Quanto tempo ela estava em suas mãos? e o que ele pretendia fazer com ela?" 
Ele não iria mata-la, eu sabia disso mas isso não me aliviava o fato era que se Derick não a matasse, quem iria mata-la seria alguém mil vezes pior que eu... meu pai.
Ele sabia de minha traição e por isso mesmo resolvera fazê-lo por si mesmo, mas isso não iria ficar assim.. não para meu pai - o maior vingador que possa existir - eu iria arcar com as consequencias mais isso não me importava. Não quando Diana estava em perigo.
Eu ia salva-la, tira-la da ira de meu pai só assim poderei encara-lo e por fim derrota-lo. 
Por muitos séculos, por muitas décadas tive que conviver com o que meu pai queria que eu fosse... sempre suas regras imbecis e hipócritas, tão desonesto e tão sangue frio e foi assim, sempre passando o seu 'eu' para seus filhos como Derick, Peter e eu... os principais.
Mas no meio disso tudo, de todas essas lições que meu pai me ensinara a uma.. a única que eu não me arrependo de ter aprendido.
"Nunca sentir medo, nunca recuar e nunca desistir de sua presa" e era exatamente isso que eu estava fazendo, eu nunca iria desistir de Diana e meu coração já estava farto de saber disso. 


Como um relâmpago,
ela entrou em minha vida e nunca irá sair;
pois as portas de meu coração negro se fecharam e ela ficou.
Dentro dele.
Para sempre











 







quarta-feira, 24 de agosto de 2011

80

Derick se foi levando com si todo o resto de paciência que me sobrara. 
Eu queria gritar, bater em algo ou jogar um vidro até quebra-lo eu queria descontar minha raiva em alguma coisa mais a única coisa que havia naquele lugar era o sofá na qual eu estava sentada e o branco infinito. 
- Não acredito. - pus as minhas mãos em meu rosto e fiquei massa geando minha testa - Por que meu Deus? Por que?
Joguei minha cabeça para trás fechando meus olhos e desejando, rezando, orando.. para que Guilherme sentisse minha falta e viesse me procurar, na verdade eu sabia que ele iria fazer isso uma hora ou outra só esperava que não fosse tarde demais para isso. Forcei-me a sonhar, forcei-me a dormir e esquecer desse problema chamado "vida", esquecer que eu existo e esquecer que eu sou o centro dos problemas da pessoa que mais amei em toda minha vida. 
A ideia de morrer e acabar com o sofrimento de Guilherme não era tão ruim assim, eu iria pelo menos deixa-lo em paz invés de ficar fazendo ele se preocupar comigo todo santo dia, ele iria finalmente viver sua existência em paz sem nenhuma interferência minha.. se isso o fizesse ficar melhor do que está eu não iria impedir minha morte, não quando a felicidade e a liberdade de Guilherme estivesse em jogo. 


Eu tinha poucas horas, isso já era um fato, Guilherme nunca iria conseguir me achar neste lugar, quero dizer... prisão.
Mesmo longe, mesmo horas afastada dele eu ainda me lembrava muito bem do toque de suas mãos em meu rosto, de seus lábios colados nos meus, de seu beijo... de sua voz sedutora e de seu olhar perversamente misterioso.
Tudo.
Ele era uma lembrança na qual era difícil de acreditar que existia, de que um dia teria se apaixonado por mim... se apaixonado por mim.. oras, uma simples e humilde humana que não tem nada a oferecer a não ser o seu coração.
Meu pobre e humilde coração, um órgão involuntário no qual eu precisava para sobreviver não significava nada para mim quando o assunto era Guilherme, meu eterno e tão amado anjo negro de sentimentos tão puros e ao mesmo tempo tão impuros e malignos.


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

79 - Guilherme narrando

Eu queria mata-lo da pior maneira possível, da mais brutal... 
Só de imaginar seu corpo aos pedaços causadas por mim a sensação era deliciosa e o bom de tudo era que ele não havia forças suficientes para me impedir de mata-lo. 
- Rápido, discreto e... 
- Eu sei, eu sei. - falei enquanto catava uma blusa qualquer e a vestia - Rápido, discreto e cruel. 
Seus grandes olhos vermelhos fogo brilhavam, ela estava vestida elegantemente como se tivesse indo para algum baile.. ela estava incrível, era difícil não se sentir atraído por ela. 
- Seja rápido. - ela falou sentando na beirada da cama e cruzando suas pernas. - Ela não tem muito tempo. 
Balancei a cabeça ficando um pouco desesperado ao lembrar-me que o tempo estava acabando e que Diana podia morrer a qualquer momento. 
Eu não conseguia imaginar ela morta, nunca... jamais. 
- Calma Gui. - senti suas mãos em minhas costas e deslizarem ate minhas pernas. - Eu sei que você vai conseguir, alias... você puxou seu pai nesse aspecto. 
Talvez ela estivesse certa,eu era otimo nesse assunto e não poderia falhar agora... não enquanto a vida de Diana estava em risco.
- Não tenho sensação boa. - ela falou de um modo preocupado
- Como assim? - fui em sua direção fixando meus olhos nos dela. - Aconteceu alguma  coisa com a Diana?
Ela não respondeu, apenas abaixou seus olhos em direção a porta de meu quarto peguei em seus braços fazendo com que ela olhasse novamente para mim. 
- O que aconteceu? - eu estava quase gritando, se a sensação que ela tivera envolvia a Diana eu teria que saber e salva-la de uma vez por todas, mas minha raiva.. meu odio estavam tomando conta de minha razão. 
- Eu.. eu... - lágrimas surgiram nos seus olhos vermelhos, mas ela os controlou... havia algo de errado e eu sentia que o que vinha por ai não era algo tão simples para se resolver quanto eu pensava, era grandioso, bem planejado. 
- Droga! - eu gritei jogando meus pertences na parede de meu quarto. - VOU ACABAR COM ESSE INFELIZ!!
 Desde que Ster se tornara uma anja das trevas ela ganhara um quase dom, uma premonição, que são essas sensações que ela tanto fala. 
- O que ele fez? - perguntei voltando a olhar para ela - Onde ele meteu ela? ONDE?!
Ela balançou a cabeça atordoada.
- É esse o problema. - respondeu - Eu não sei onde ele a colocou. 





78

Não tenho sorte.
Na verdade eu nunca tive. 
O azar sempre esteve presente nessa minha vida estúpida, desde de meu nascimento até agora.
- Me largue Derick. - gritei tentando me soltar - Eu quero voltar para casa!
Ele continuou a me segurar forte o suficiente para eu não me soltar, mas ao mesmo tempo não me segurava forte o bastante para me machucar. 
Branco.
Tudo estava branco. 
Pisquei várias vezes para me certificar que aquilo era realmente algum lugar, eu quis gritar... quis me debater... queria fazer algo para que alguma coisa diferente surgisse, mas quanto mais Derick andava.. mas branco surgia!
- Onde estamos? - perguntei tentando cutuca-lo - Me responde!
Ele não respondeu e por fim me colocou com muito cuidado, deitado em um sofá de couro preto (era a única coisa sem ser branca naquele lugar).
- Presta atenção. - ele falou com tom grosso e incomum, o que me deixou muito assustada porque ele nunca falou comigo daquela maneira - Pode gritar a vontade, pode desejar no fundo de sua alma que seu namoradinho note sua ausência e venha te buscar... ele não vai vim e muito menos vai sentir sua falta.
Como assim? o que ele queria dizer com aquilo?
Tentei argumentar algo mais faltavam para mim as palavras certas, ou uma frase otima para convence-lo que eu iria sair dali mais cedo ou mais tarde. 
Continuei em silêncio.
- Podemos dizer que estamos dentro de um 'congelador'. - ele suspirou e sorrio olhando ao redor - Não irei mata-la é claro, deixarei isso para meu pai mas enquanto isso não acontece... eu prefiro deixa-la conservada dentro desse 'congelador'.
Minha cabeça girava, minhas pernas tremiam... o que?! o que estava acontecendo? o que aconteceu com aquele antigo Derick que ficava preocupado comigo a minutos atrás?! o que ele verdadeiramente era?! e por que comigo?! 
- Deixe eu explicar melhor... - ele falou sentando ao meu lado, meus olhos estavam fixos em minhas mãos que estavam em cima de meu joelho, meu coração estava acelerado. - Sou um anjo negro, um anjo das trevas como Guilherme... sim, ele é meu irmão, só que eu tenho algo a mais que ele...
Fechei meus olhos segurando o máximo que pude o choro.
- O que? - perguntei com medo da resposta.
- Eu vejo o futuro... - ele falou com tom de superior - anos antes de acontecer, e bem.. eu vi ele se apaixonando por ele e senti o desejo que meu pai sentia em querer te matar, passei anos.. planejando isso e olha só!
Mordi meus lábios controlando minhas emoções, meu coração ficava cada vez mais acelerado, parecia que eu ia ter um ataque cardíaco.
- Deu certo afinal. - terminei sua fala abrindo os olhos e fazendo de tudo para não olha-lo.
- Por enquanto não. - ele falou levantando-se do sofá. - Só falta uma coisa.
Engoli em seco e perguntei com muita dificuldade.
 - O que? o que falta?
- Te matar. 



terça-feira, 9 de agosto de 2011

77

Não conseguia prestar atenção em nada, aquelas palavras... aquela voz em minha cabeça foram o suficiente para me deixar em um lugar longe do planeta Terra.
Como ele fazia isso?!
Bem eu sabia que o Guilherme tinha vários tipos de poderes mais não pensei que mensagens telepáticas fazia parte deles, na verdade... eu não fazia muita ideia nos poderes que ele tinha essa era a verdade.
DING DONG
 A campainha tocou me tirando de meus devaneios, já que Lucinda estava ocupada lavando a louça eu tive que me levantar e ir abrir a porta, levei minha mão na maçaneta puxando-a.
O choque atravessou meu rosto e rapidamente lembrei-me de meu nariz quebrado, levei minhas mãos no mesmo e percebi que não havia nada mais ali... meu nariz não doía e nem aquele gesso que deveria estar tampando-o.Parecia que ele estava em perfeito estado como se nada tivesse acontecido.
Derick sorriu.
- O que você quer? - perguntei irritada enquanto o analisava, ele vestia uma blusa branca de manga que definia muito bem seus músculos e estava de bermuda com desenho de uma praia calçando um chinelo branco deixando seus cabelos que agora estavam lisos caírem em seu rosto.
- Vim ver como você está... - ele respondeu sorrindo e ignorando o meu tom de nervosismo e irritação. - Parece meio irritada, aconteceu algo?
Franzi o nariz e soltei uma risada sarcástica, que pergunta imbecil.
- Claro que estou. - falei fuzilando ele - Só você estar perto para meu humor ficar péssimo.
Ele ainda sorria gentilmente como se ele tivesse escutado algo além do que eu falei, revirei os olhos e antes que eu pudesse fechar a porta na sua cara sua mão foi mais rápida, impedindo que a porta se fechasse por completo.
- Posso entrar? - perguntou entrando em minha casa sem que eu pudesse jogar um 'nao' na cara daquele infeliz e mal amado.
- Cai fora Derick. - eu retruquei indo em sua direção - Ainda não percebeu que você só faz besteira quando ta perto de mim? Não quero quebrar meu pescoço dessa vez...
- Eu não faço por mal, é só que... - ele fechou os olhos e pude ver a raiva passar pelo seu rosto, ele trincou os dentes - aquele seu namoradinho me irrita, me tira do sério.
Cruzei meus braços tentando controlar os palavreados que estavam entalados em minha garganta.
- O que você quer comigo? me diz... - perguntei - Eu juro que ainda não sei que intenções são essas para você não se desgrudar de mim.
Ele respirou fundo e sentou-se no sofá da sala, pegou o controle e desligou a TV eu sentia que a conversa ia ser longa.
Por fim sentei ao seu lado tentando deixar a raiva
- Eu tenho que tira-la desse planeta enquanto é tempo. - ele falou sério e tão confiante que quase cai na sua conversa fiada. - Eu tenho que protege-la, e para isso preciso leva-la para um lugar seguro.
Bufei.
- Ah sim, e que lugar seria seguro com você ao meu lado? - perguntei levantando minhas sobrancelhas e enrugando minha testa. - Nenhum lugar é seguro para mim enquanto você insistir em me seguir!
Ele respirou fundo procurando paciencia, eu tambem estava... aqueles argumentos não iriam me convencer de fugir com ele.
- Esqueça Derick. - eu falei me levantando - Eu não vou com você!
Derick não se mexeu, seus olhos não estavam mais nos meus e sua expressão parecia estar um pouco tristonha.
- Sinto muito. - ele falou levantando-se e parando centimetros perto de mim. - Mas não tenho outro jeito.
Seus braços me envolveram rapidamente e imobilizaram meus braços e pernas, como num estalo tudo desapareceu.


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

76

Saí rapidamente de baixo do chuveiro recuperando o fôlego e o controle de meus batimentos cardíacos que estavam a mil por hora. Aquilo... foi... um sonho? ou uma ilusão na qual eu tava tendo?!
Impossível eu me tornar uma anja sem sentimentos mesmo que o Gui fosse o primeiro anjo das trevas que sabia o que era amor, se é que soubesse, mas eu preferia acreditar que ele sabia sim.
Desliguei o chuveiro e me enrolei na toalha azul bebê que estava pendurada perto do boxe, espremi meu cabelo tirando o excesso de agua deles e em seguida voltei para meu quarto fazendo de tudo para não me lembrar de mim própria só que transformada em algo realmente assustador, peguei uma calça de mole tom e uma blusa de manga comprida.. enfim, já vestida eu voltei para o banheiro um pouco cautelosa demais, com medo de ter outro tipo de ilusão como aquela.
Penteei meu cabelo rapidamente e corri em direção a cozinha tanto que Lucinda ficou assustada quando apareci de uma hora para outra nas suas costas.
- Ai menina... - ela falou pondo a mão em direção ao seu coração - Faz isso comigo não, meu coração já não é tão durável quanto antigamente!
- Desculpe Luce! - falei dando um beijo na bochecha dela, ela apenas riu e voltou a cozinhar - Prometo que se seu coração parar eu te empresto o meu.
Nos duas rimos e em seguida fui em direção a TV, essa hora era boa para desenhos (percebe-se que eu sou apaixonada por eles!) deitei-me no sofá completamente relaxada e quase a ponto de ir dormir quando alguém (um caso perdido) volta a me perturbar com suas  telepatias anormais.

Venha comigo, seja minha... te prometo que a eternidade não é tão ruim quando se tem alguém para compartilha-la. 


Eu juro que isso fez meu sono ir embora e meu coração se derreter mais rápido que qualquer coisa, um sorriso fora roubado.
Tentei fazer de tudo para tirar aquela mensagem da minha cabeça mas parecia impossível, imagina só?! quantas garotas por dia ganham uma mensagem telepática de alguém que a ama e que faz questão que a mesma participe da eternidade junto com o mesmo?!

Diana.


Meu nome soou em minha mente, aquela voz sedutoramente dominando todo meu ser voltara novamente.

Você não sabe quanto tempo andei por ai, matando pessoas e me orgulhando disso eu não conseguia ver nada além disso... porque meu destino estava traçado pelo meu próprio pai mas agora eu quero mudar isso, eu quero outra coisa, eu quero escrever... eu quero criar meu destino com você. 
Eu não quero matar 'humanos', eu só quero apenas viver um sentimento no qual cresce a cada dia e não preciso pensar em você para ele ficar mais forte porque você conseguiu me conquistar por completo... 
Esse sentimento é o tal "amor" que vocês tanto falam não é?! 
Porque não existe outra explicação plausivel que descreva o que estou sentindo por você. 
Aceite minha proposta eu te prometo que não vai se arrepender e só mais uma coisa... eu sei que é meio imbecil, egoísta da minha parte falar isso... mais "eu te amo".





75

Ah como é bom estar de volta em casa (como se eu tivesse passado anos fora) passei pela cozinha rapidamente dando um rápido oi para Lucinda que estava preparando o almoço, é o cheiro estava ótimo.
Entrei em meu quarto e fiz algo que nunca, jamais pensei em fazer... deixei a porta aberta e começei a cantar "Podia ser - Agnela" enquanto minhas mãos jogavam minhas roupas imundas em direção ao banheiro, enfim... fiquei de calcinha e sutiã em meu quarto e começei a dançar, saltitar pelo mesmo só pelo simples fato de estar em volta a minha casa, o meu lar, o lugar aonde eu acreditava que eu estaria segura (ou achava que estava).
Depois de vários minutos dando uma de louca fui finalmente para o banheiro jogando uma agua fresca e deliciosa em meu corpo, fechei meus olhos sentindo aquela água passar pelo meu corpo e tirar a tensão que havia nele.

 E nas sombras me escondi, mas retornei em busca daquela
que busco para me acompanhar na eternidade do meu mundo
sombrio.


Novamente aquela voz, aquela intuição na qual insistia em dizer que alguém estava me mandando esses tipos de mensagens telepáticas para mim estava mais próximo do que eu podia imaginar.
Então a imagem de Guilherme ensanguentado ao meu lado, com suas asas negras abertas perto de mim reapareceu.. só que agora parecia estar tudo diferente, invés dele estar cochichando em meu ouvido sua mão estava em minha direção esperando que a minha tocasse a dele, como se ele... como se ele tivesse me convidando para participar de alguma festa que eu fora excluida milhares de vezes.
Com medo, hesitei mas logo estendi minha mão na direção da dele tocando-a levemente mas foi só um toque para mudar tudo.
 Rapidamente meu corpo girava no meio de um furacão negro, mas somente eu estava ali... só eu. Então tudo começou a se transformar e foi ai que eu entendi o que estava acontecendo, eu tava me tornando uma deles. Uma anja demoníaca.