Saí rapidamente de baixo do chuveiro recuperando o fôlego e o controle de meus batimentos cardíacos que estavam a mil por hora. Aquilo... foi... um sonho? ou uma ilusão na qual eu tava tendo?!
Impossível eu me tornar uma anja sem sentimentos mesmo que o Gui fosse o primeiro anjo das trevas que sabia o que era amor, se é que soubesse, mas eu preferia acreditar que ele sabia sim.
Desliguei o chuveiro e me enrolei na toalha azul bebê que estava pendurada perto do boxe, espremi meu cabelo tirando o excesso de agua deles e em seguida voltei para meu quarto fazendo de tudo para não me lembrar de mim própria só que transformada em algo realmente assustador, peguei uma calça de mole tom e uma blusa de manga comprida.. enfim, já vestida eu voltei para o banheiro um pouco cautelosa demais, com medo de ter outro tipo de ilusão como aquela.
Penteei meu cabelo rapidamente e corri em direção a cozinha tanto que Lucinda ficou assustada quando apareci de uma hora para outra nas suas costas.
- Ai menina... - ela falou pondo a mão em direção ao seu coração - Faz isso comigo não, meu coração já não é tão durável quanto antigamente!
- Desculpe Luce! - falei dando um beijo na bochecha dela, ela apenas riu e voltou a cozinhar - Prometo que se seu coração parar eu te empresto o meu.
Nos duas rimos e em seguida fui em direção a TV, essa hora era boa para desenhos (percebe-se que eu sou apaixonada por eles!) deitei-me no sofá completamente relaxada e quase a ponto de ir dormir quando alguém (um caso perdido) volta a me perturbar com suas telepatias anormais.
Venha comigo, seja minha... te prometo que a eternidade não é tão ruim quando se tem alguém para compartilha-la.
Eu juro que isso fez meu sono ir embora e meu coração se derreter mais rápido que qualquer coisa, um sorriso fora roubado.
Tentei fazer de tudo para tirar aquela mensagem da minha cabeça mas parecia impossível, imagina só?! quantas garotas por dia ganham uma mensagem telepática de alguém que a ama e que faz questão que a mesma participe da eternidade junto com o mesmo?!
Diana.
Meu nome soou em minha mente, aquela voz sedutoramente dominando todo meu ser voltara novamente.
Você não sabe quanto tempo andei por ai, matando pessoas e me orgulhando disso eu não conseguia ver nada além disso... porque meu destino estava traçado pelo meu próprio pai mas agora eu quero mudar isso, eu quero outra coisa, eu quero escrever... eu quero criar meu destino com você.
Eu não quero matar 'humanos', eu só quero apenas viver um sentimento no qual cresce a cada dia e não preciso pensar em você para ele ficar mais forte porque você conseguiu me conquistar por completo...
Esse sentimento é o tal "amor" que vocês tanto falam não é?!
Porque não existe outra explicação plausivel que descreva o que estou sentindo por você.
Aceite minha proposta eu te prometo que não vai se arrepender e só mais uma coisa... eu sei que é meio imbecil, egoísta da minha parte falar isso... mais "eu te amo".
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A dor tinha aliviado um pouco depois que Guilherme se foi. Minha mente relembrava tudo que ele me falara, o que ele era.. quem era seu pai ...
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- Isso não te interessa. - retruquei enrugando minha testa - O que você faz aqui? - Se não me interessa-se eu não teria falado. - ele cruzo...
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16:25 Sabado - Shopping Passamos pela porta de entrada do shopping e demos de cara com aquela multidão, eu esqueci que todo santo sabado...
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
75
Ah como é bom estar de volta em casa (como se eu tivesse passado anos fora) passei pela cozinha rapidamente dando um rápido oi para Lucinda que estava preparando o almoço, é o cheiro estava ótimo.
Entrei em meu quarto e fiz algo que nunca, jamais pensei em fazer... deixei a porta aberta e começei a cantar "Podia ser - Agnela" enquanto minhas mãos jogavam minhas roupas imundas em direção ao banheiro, enfim... fiquei de calcinha e sutiã em meu quarto e começei a dançar, saltitar pelo mesmo só pelo simples fato de estar em volta a minha casa, o meu lar, o lugar aonde eu acreditava que eu estaria segura (ou achava que estava).
Depois de vários minutos dando uma de louca fui finalmente para o banheiro jogando uma agua fresca e deliciosa em meu corpo, fechei meus olhos sentindo aquela água passar pelo meu corpo e tirar a tensão que havia nele.
E nas sombras me escondi, mas retornei em busca daquela
que busco para me acompanhar na eternidade do meu mundo
sombrio.
Novamente aquela voz, aquela intuição na qual insistia em dizer que alguém estava me mandando esses tipos de mensagens telepáticas para mim estava mais próximo do que eu podia imaginar.
Então a imagem de Guilherme ensanguentado ao meu lado, com suas asas negras abertas perto de mim reapareceu.. só que agora parecia estar tudo diferente, invés dele estar cochichando em meu ouvido sua mão estava em minha direção esperando que a minha tocasse a dele, como se ele... como se ele tivesse me convidando para participar de alguma festa que eu fora excluida milhares de vezes.
Com medo, hesitei mas logo estendi minha mão na direção da dele tocando-a levemente mas foi só um toque para mudar tudo.
Rapidamente meu corpo girava no meio de um furacão negro, mas somente eu estava ali... só eu. Então tudo começou a se transformar e foi ai que eu entendi o que estava acontecendo, eu tava me tornando uma deles. Uma anja demoníaca.
Entrei em meu quarto e fiz algo que nunca, jamais pensei em fazer... deixei a porta aberta e começei a cantar "Podia ser - Agnela" enquanto minhas mãos jogavam minhas roupas imundas em direção ao banheiro, enfim... fiquei de calcinha e sutiã em meu quarto e começei a dançar, saltitar pelo mesmo só pelo simples fato de estar em volta a minha casa, o meu lar, o lugar aonde eu acreditava que eu estaria segura (ou achava que estava).
Depois de vários minutos dando uma de louca fui finalmente para o banheiro jogando uma agua fresca e deliciosa em meu corpo, fechei meus olhos sentindo aquela água passar pelo meu corpo e tirar a tensão que havia nele.
E nas sombras me escondi, mas retornei em busca daquela
que busco para me acompanhar na eternidade do meu mundo
sombrio.
Novamente aquela voz, aquela intuição na qual insistia em dizer que alguém estava me mandando esses tipos de mensagens telepáticas para mim estava mais próximo do que eu podia imaginar.
Então a imagem de Guilherme ensanguentado ao meu lado, com suas asas negras abertas perto de mim reapareceu.. só que agora parecia estar tudo diferente, invés dele estar cochichando em meu ouvido sua mão estava em minha direção esperando que a minha tocasse a dele, como se ele... como se ele tivesse me convidando para participar de alguma festa que eu fora excluida milhares de vezes.
Com medo, hesitei mas logo estendi minha mão na direção da dele tocando-a levemente mas foi só um toque para mudar tudo.
Rapidamente meu corpo girava no meio de um furacão negro, mas somente eu estava ali... só eu. Então tudo começou a se transformar e foi ai que eu entendi o que estava acontecendo, eu tava me tornando uma deles. Uma anja demoníaca.
74
Depois de muitas horas cansativas finalmente me sentei na beirada de um banco ,eu não conseguia ver nada mais eu ainda sentia. Soltei um gemido baixo, como um sussurro, pois minhas pernas estavam bastante doloridas tanto que parecia que eu não sentava ou descansava-as a muitos anos.
- Ai senhor! - falei abaixando minha cabeças e fechando meus olhos desejando com toda a força de meu corpo sair daquele lugar - Me tira daqui...
Apertei meus olhos tendo a esperança que algo pudesse me salvar daquele pesadelo tão real, tão vivo. Eu sabia mais que ninguem (claro, não havia ninguem ali além de mim) que aquele lugar,aquela cidade era mal assombrada e que havia algo tão poderoso por ali, como se aquilo protege-se a cidade.
Mais proteger do que? não havia ninguem ali e porque iriam querer destruir aquela cidade se mal dava para enxergar alguma coisa?! Não parecia valer alguma coisa...
Foi então que um clarão invadiu a cidade e roubou rapidamente minha atenção, foi tudo muito rápido e quando dei por mim eu estava caída no meio da calçada perto da minha casa. Lentamente fui me levantando até meus pensamentos foram invadidos por uma voz grossa, familiar e convidativa:
Mira em meus olhos e verás todo o meu desejo insano por você, escute meu
escuro coração e saberás que nada te oculto, sou como você me vê.
Toma-me, quero romper sua carne sem piedade, quero sua chama viva,
seu fogo intenso, conhecer seus pecados e ser um deles. Sou o demônio que nasceu para consumir sua alma.
Meu coração se acelerou e nos primeiros segundos fiquei sem reação, nada se passava pela minha cabeça a não ser aquela frase mas o problema é que eu não sabia diferencia-las.
A primeira pessoa que passou em minha cabeça foi o Guilherme e automaticamente minha mente me obrigou a imaginar ele falando isso perto de meus ouvidos com seu corpo cheio de sangue por causa da batalha e sua asas abertas, batendo ferozmente.
- Gui... - sussurrei para mim mesma enquanto voltava a me levantar, seu nome sooara em minha mente e a imagem de seu rosto rondava minha cabeça fazendo meu coração se acelerar cada vez mais.
Segui em direção de casa, com aquelas palavras em minha mente e a imagem de Guilherme junto com eles.
- Gui... - sussurrei para mim mesma enquanto voltava a me levantar, seu nome sooara em minha mente e a imagem de seu rosto rondava minha cabeça fazendo meu coração se acelerar cada vez mais.
Segui em direção de casa, com aquelas palavras em minha mente e a imagem de Guilherme junto com eles.
73
Queria ter o poder de fazer tudo isso acabar, toda essa guerra, todas as mortes que estão acontecendo por ai por causa de um certo anjo demoníaco que vive de baixo da terra e que se alimenta dos piores sentimentos que alguém pode sentir, que alias é o pai do garoto que estou completamente apaixonada.
Guilherme.
Um outro anjo, um anjo jovem que ao mesmo tempo é velho, que foi destinado (obrigatoriamente) a matar todos os humanos que possuem sentimento bons , falando nisso... era para ele ter me matado mas não foi capaz, eu fui a exceção de todas as regras que o pai impôs na cabeça dele, e por isso o destino de Guilherme mudara completamente junto com o meu.
Não que isso fosse uma coisa má, apesar de eu estar sendo caçada por quase todos os anjos das trevas que existem por ai, mas não ligo para isso... eu não penso só em meu bem estar, eu penso também no bem estar de Guilherme em como ele deve estar quando não ta comigo, cada segundo, cada minuto... pensando no que ele poderia tar fazendo para me proteger dos ataques indiretos de seu pai.
Será mesmo que eu era tão importante assim para o Guilherme? Será mesmo que eu era a melhor pessoa para ele? será mesmo que eu valia tal sacrifício?
Guilherme.
Um outro anjo, um anjo jovem que ao mesmo tempo é velho, que foi destinado (obrigatoriamente) a matar todos os humanos que possuem sentimento bons , falando nisso... era para ele ter me matado mas não foi capaz, eu fui a exceção de todas as regras que o pai impôs na cabeça dele, e por isso o destino de Guilherme mudara completamente junto com o meu.
Não que isso fosse uma coisa má, apesar de eu estar sendo caçada por quase todos os anjos das trevas que existem por ai, mas não ligo para isso... eu não penso só em meu bem estar, eu penso também no bem estar de Guilherme em como ele deve estar quando não ta comigo, cada segundo, cada minuto... pensando no que ele poderia tar fazendo para me proteger dos ataques indiretos de seu pai.
Será mesmo que eu era tão importante assim para o Guilherme? Será mesmo que eu era a melhor pessoa para ele? será mesmo que eu valia tal sacrifício?72
Num piscar de olhos eu já estava novamente na sala e assustadoramente percebi que Peter não estava mais ali, olhei ao redor do lugar e vi vários objetos quebrados, a mesa virada, a tela da tv quebrada e a cozinha completamente destruida... alguma coisa seria tinha acontecido, será que Guilherme passou por aqui e brigou com o irmão? Meus lábios tremeram de nervoso, me levantei rapidamente do sofá que estava rasgado e corri em direção a uma passagem escura e que deveria secreta.
A passagem era um grande túnel escuro, úmido e muito abafante, mal dava para respirar direito além do mais era muito largo.
Na terra havia pegadas, diferentes. Isso podia significar que Peter tinha recebido visitas e não era uma das boas a se julgar pelo que havia acontecido com a miniatura de uma casa, tentei apressar um pouco meus passos pois estava com medo de que ele pudesse voltar para a casa e quissesse acertar as contas comigo ou sei la o que... esses anjos são doidos!
Estava a quase meia hora andando na esperança de aparecer uma saída ou um buraco para que eu saisse daquele fim de mundo, eu já estava ficando desesperada porque de tanto andar não encontrei nada mas foi aí que tudo mudou. Uma pequena luz aparecia no fim do tunel, mais estava bem longe o que significava que eu teria que andar muito mais, mas não me importei... o que eu queria mesmo era sair dali e respirar um ar fresco para substituir aquele ar podre que eu estava respirando, minhas pernas doiam e tinha sensação de desmaiar a qualquer momento, minha garganta estava mais seca que deserto.
Vários minutos depois eu finalmente já estava bem longe daquele lugar e fora do túnel. Mas esse não era o problema, o problema era que o lugar, a rua na qual eu me encontrava estava completamente deserta e estava mais escura que o próprio tunel. Sim eu olhei o meu relógio e adivinha que horas ele estava marcando?! eram exatamente 15:00...e o céu estava mais escuro quando é meia noite.
Que diabos de lugar era esse?
Gemi ao sentir o vento frio e gelado passar pelo meu corpo e me fazer estremecer.
Onde Guilherme está? que inferno!
- Oi? - gritei escutando o eco de minha voz - Alguem ai?!
Nenhuma resposta, nenhum som... nada!
- O que está acontecendo aqui? - perguntei para mim mesma voltando a andar em direção a algum lugar que eu pudesse sair ou um carro para eu ir para longe daquele lugar. Ta eu não sabia dirigir mas que mal há?! Se eu estivesse a beira da morte o Gui iria me salvar? Não iria?!
Continuei a andar elevando meus pensamentos para algo bom.
A passagem era um grande túnel escuro, úmido e muito abafante, mal dava para respirar direito além do mais era muito largo.
Na terra havia pegadas, diferentes. Isso podia significar que Peter tinha recebido visitas e não era uma das boas a se julgar pelo que havia acontecido com a miniatura de uma casa, tentei apressar um pouco meus passos pois estava com medo de que ele pudesse voltar para a casa e quissesse acertar as contas comigo ou sei la o que... esses anjos são doidos!
Estava a quase meia hora andando na esperança de aparecer uma saída ou um buraco para que eu saisse daquele fim de mundo, eu já estava ficando desesperada porque de tanto andar não encontrei nada mas foi aí que tudo mudou. Uma pequena luz aparecia no fim do tunel, mais estava bem longe o que significava que eu teria que andar muito mais, mas não me importei... o que eu queria mesmo era sair dali e respirar um ar fresco para substituir aquele ar podre que eu estava respirando, minhas pernas doiam e tinha sensação de desmaiar a qualquer momento, minha garganta estava mais seca que deserto.
Vários minutos depois eu finalmente já estava bem longe daquele lugar e fora do túnel. Mas esse não era o problema, o problema era que o lugar, a rua na qual eu me encontrava estava completamente deserta e estava mais escura que o próprio tunel. Sim eu olhei o meu relógio e adivinha que horas ele estava marcando?! eram exatamente 15:00...e o céu estava mais escuro quando é meia noite.
Que diabos de lugar era esse?
Gemi ao sentir o vento frio e gelado passar pelo meu corpo e me fazer estremecer.
Onde Guilherme está? que inferno!
- Oi? - gritei escutando o eco de minha voz - Alguem ai?!
Nenhuma resposta, nenhum som... nada!
- O que está acontecendo aqui? - perguntei para mim mesma voltando a andar em direção a algum lugar que eu pudesse sair ou um carro para eu ir para longe daquele lugar. Ta eu não sabia dirigir mas que mal há?! Se eu estivesse a beira da morte o Gui iria me salvar? Não iria?!
Continuei a andar elevando meus pensamentos para algo bom.
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
71
Depois de almoçarmos ficamos sentados no pequeno e único sofá daquela casa, parecia mais uma casa de boneca do que uma casa normal. Cruzei as pernas e fiquei prestando atenção no jornal nacional enquanto Peter ficava mexendo no controle mas ele não mudara de canal, no exato momento que virei meu rosto para olha-lo ele fizera o mesmo fazendo com que nossos olhares se conectassem de um jeito estranho e então a imagem do rosto de Guilherme voltou a aparecer nos olhos de Peter e de uma maneira assustadora eu fui puxada para dentro deles, ou só a minha consciência que foi.
Estava tudo escuro o que não era de se estranhar já que minha vida tava se tornando tão sombria, abri meus olhos tendo a visão nítida de um campo florido e tão colorido que a primeira coisa que pensei era que eu estava no paraíso levantei-me ficando sentada em cima do mato recem aparado cruzando minhas pernas, meus olhos rondaram o 'jardim' (podia se dizer que era um) na procura de Guilherme mas nenhum sinal havia de uma outra pessoa além de mim, relaxei meu corpo e voltei a me deitar na grama tentando aproveitar meus últimos momentos de sossego... não que eu não ficasse sossegada com o Gui, é que.. sabe... de vez em quando precisamos um tempo para nos mesmos.
Franzi o nariz sentindo o doce cheiro de frutas frescas, da grama, do meu shampoo favorito e mais de uma coisa...
do perfume de Gui.
Abri rapidamente meus olhos dando de cara com seu rosto perfeitamente criado, seus olhos me avaliavam enquanto um sorriso brotava em seus lábios e automaticamente eu sorri junto.
- Finalmente veio. - ele falou pondo sua mão em meu rosto e o alisando
Abri um pouco meus lábios para perguntar o por quê dos finalmente mas antes das palavras saírem seu dedo tocara meus lábios e logo em seguida foi substituído por sua boca macia,quente e tão deliciosa.
O beijo demorou por longos minutos o que foi muito satisfatorio pois quase nunca ultrapassamos tal minuto quando nos beijamos fora daquele lugar, suas mãos contornavam as linhas de meu corpo com tanta delicadeza que senti meu coração se derreter deixando meu corpo molenga, então Guilherme se afastou.
- O que estamos fazendo aqui? - perguntei tentando controlar os batimentos acelerados de meu coração, ele me olhou com um certo ar de dúvida e depois olhou para o 'jardim'.
- Eu queria te ver... - ele falou deitando ao meu lado e passando seu braço por trás de meu pescoço. - Estava ansioso demais para esperar mais algumas horas, como é que você tá?
- Eu to bem. - falei dando de ombros - e você?
Seus olhos voltaram para mim e ele sorriu me deixando um pouco mais calma do que eu já estava.
- Estou me sentindo ótimo. - ele falou pondo a ponta de seu nariz no meu - Nada como sua presença para melhorar meu humor.
Por longos segundos ficamos com nossos narizes colados um no outro e nossos olhos fixos como se tivessemos nos comunicando por ele.
- Há algo de errado? - ele perguntou afastando um pouco nosso rosto.
- Tem. - eu falei mordendo o canto de meus lábios. - Eu não faço a menor ideia de como eu vim parar aqui, se minutos antes eu estava dentro de uma mini casa com seu irmão.
- Peter? - ele perguntou ficando meio preocupado.
- É sim... - respondi desconfiada pela surpresa em seu rosto - Pensei que soubesse.
- Não... - ele respondeu ficando sentando - Eu não sabia.
Fiquei sentada ao seu lado também começando a sentir o medo passar pelo meu corpo, minhas mãos começaram a tremer e então a beleza daquele jardim começou a desaparecer... todas as flores começaram a murchar, as frutas apodrecerem, a árvore morrer, o céu começou a escurecer, trovões começaram a surgir das nuvens que antes estavam brancas de tão limpas.
- Peraí... - eu falei tentando raciocinar - Se você não sabia... como é que ele sabia que aquela explosão no poste foi um plano seu?
Guilherme se levantou rapidamente da grama preta, mas que antes era verde, ele estendeu sua mão em minha direção e eu a peguei sendo puxada-a para perto dele.
- Eu já tenho uma ideia. - ele falou um pouco pensativo, eu fiquei com medo dessa tal 'ideia'.
- Como assim? - perguntei agarrando sua blusa com força. - Você ta pensando que ele está do lado de seu pai? quer dizer... ele quer me matar?
Ele apenas balançou a cabeça com os olhos fixos em algo tão distante de onde estávamos, meu coração se apertou me lembrando de tudo que ele falara para mim, da comida que ele fez... será que tava mesmo envenenada? ou tinha algo que me matasse lentamente?
- Droga. - foi a ultima coisa que Guilherme falou até eu poder voltar a aonde estava.. naquela casa onde Peter me levara.
Franzi o nariz sentindo o doce cheiro de frutas frescas, da grama, do meu shampoo favorito e mais de uma coisa...
do perfume de Gui.
Abri rapidamente meus olhos dando de cara com seu rosto perfeitamente criado, seus olhos me avaliavam enquanto um sorriso brotava em seus lábios e automaticamente eu sorri junto.
- Finalmente veio. - ele falou pondo sua mão em meu rosto e o alisando
Abri um pouco meus lábios para perguntar o por quê dos finalmente mas antes das palavras saírem seu dedo tocara meus lábios e logo em seguida foi substituído por sua boca macia,quente e tão deliciosa.
O beijo demorou por longos minutos o que foi muito satisfatorio pois quase nunca ultrapassamos tal minuto quando nos beijamos fora daquele lugar, suas mãos contornavam as linhas de meu corpo com tanta delicadeza que senti meu coração se derreter deixando meu corpo molenga, então Guilherme se afastou.
- O que estamos fazendo aqui? - perguntei tentando controlar os batimentos acelerados de meu coração, ele me olhou com um certo ar de dúvida e depois olhou para o 'jardim'.
- Eu queria te ver... - ele falou deitando ao meu lado e passando seu braço por trás de meu pescoço. - Estava ansioso demais para esperar mais algumas horas, como é que você tá?
- Eu to bem. - falei dando de ombros - e você?
Seus olhos voltaram para mim e ele sorriu me deixando um pouco mais calma do que eu já estava.
- Estou me sentindo ótimo. - ele falou pondo a ponta de seu nariz no meu - Nada como sua presença para melhorar meu humor.
Por longos segundos ficamos com nossos narizes colados um no outro e nossos olhos fixos como se tivessemos nos comunicando por ele.
- Há algo de errado? - ele perguntou afastando um pouco nosso rosto.
- Tem. - eu falei mordendo o canto de meus lábios. - Eu não faço a menor ideia de como eu vim parar aqui, se minutos antes eu estava dentro de uma mini casa com seu irmão.
- Peter? - ele perguntou ficando meio preocupado.
- É sim... - respondi desconfiada pela surpresa em seu rosto - Pensei que soubesse.
- Não... - ele respondeu ficando sentando - Eu não sabia.
Fiquei sentada ao seu lado também começando a sentir o medo passar pelo meu corpo, minhas mãos começaram a tremer e então a beleza daquele jardim começou a desaparecer... todas as flores começaram a murchar, as frutas apodrecerem, a árvore morrer, o céu começou a escurecer, trovões começaram a surgir das nuvens que antes estavam brancas de tão limpas.
- Peraí... - eu falei tentando raciocinar - Se você não sabia... como é que ele sabia que aquela explosão no poste foi um plano seu?
Guilherme se levantou rapidamente da grama preta, mas que antes era verde, ele estendeu sua mão em minha direção e eu a peguei sendo puxada-a para perto dele.
- Eu já tenho uma ideia. - ele falou um pouco pensativo, eu fiquei com medo dessa tal 'ideia'.
- Como assim? - perguntei agarrando sua blusa com força. - Você ta pensando que ele está do lado de seu pai? quer dizer... ele quer me matar?
Ele apenas balançou a cabeça com os olhos fixos em algo tão distante de onde estávamos, meu coração se apertou me lembrando de tudo que ele falara para mim, da comida que ele fez... será que tava mesmo envenenada? ou tinha algo que me matasse lentamente?
- Droga. - foi a ultima coisa que Guilherme falou até eu poder voltar a aonde estava.. naquela casa onde Peter me levara.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
70
Agora eu vou lhe dizer o que fiz por você
50 mil lágrimas eu choreiGritando, iludindo e sangrando por você.
- Você ainda não me disse seu nome. - eu falei observando o modo de como ele se mexia, tenho que admitir que fiquei meio sem folêgo.
- Meu nome?! - seu rosto se virou em minha direção, seus olhos negros se fixaram nos meus me deixando um pouco tonta - Peter, prazer.
- Nome legal. - comentei passando a mão nos móveis do lugar onde estava. - Onde estamos?
Ele andou e parou ao meu lado observando meu rosto, minha expressão.
- Confidencial. - ele falou num tom sério - Por enquanto prefiro não lhe dizer, desculpe-me.
Olhei-o e sorri.
- Não.. tudo bem. - eu falei prendendo meus cabelos em coque - Eu entendo.
Nossos olhos se encontraram e por um momento eu jurava ter visto a imagem de Guilherme neles, bem estranho eu sei... mais eu jurava que tinha visto.
Peter estranhando minha expressão arqueou uma de suas sobrancelhas e sorriu.
- Eai, ta com fome? - perguntou indo em direção a uma parte separada da sala mas parecia ser uma cozinha só foi ele perguntar para minha barriga começar a roncar.
- Acho que sim. - falei indo na direção dele, pus minha mão em minha barriga e a pressionei tentando fazer com que ela parasse de fazer aquele barulho esquisito. - Alias, quantas horas eu fiquei desacordada?
Peter mexia e remexia nas panelas, nos armários, nos ingredientes no qual ele precisava e minutos depois desviara sua atenção daquilo para mim.
- Duas horas ou mais. - ele falou voltando a prestar atenção no que estava fazendo.
- Ah. - falei olhando para a pequena mesa que havia no centro da pequena casa. - Quer que eu o ajude?
- Ah claro. - ele falou apontando para um gaveta perto de onde estava - Se não te incomodar.. ponha isso na mesa.
Fiz exatamente o que ele me pediu, agachei-me um pouco abrindo a gaveta; nela havia umas paradas para apoiar o prato, peguei duas e fui em direção a pequena mesa que havia ali e pus as paradas em lugares diferentes voltando logo em seguida para pegar os talheres e os copos enquanto Peter cozinhava algo que aparentava ser delicioso, minha barriga roncou novamente e ri baixinho.
- Parece ser bom... - comentei parando ao lado de Peter e olhando para dentro da panela.
- É sim. - ele falou sorrindo - Te garanto que não vai se arrepender de comer.
- Claro que não vou. - retruquei rindo - Só de sentir o cheiro já me da água na boca, nham nham.
Nois dois rimos juntos e vários minutos depois sentamos para comer, pus um pouco em meu prato e ele fez o mesmo.
- Não ta com veneno não ne?! - perguntei sarcasticamente
- Oh... - ele falou fingindo parecer ofendido - Sinto-me ofendido por essa pergunta, mas é claro que não... sou muito criativo na hora de matar alguem, essa tática é antiga e só utilizada pelos iniciantes.
- Ah desculpe-me então - eu falei dando de ombros e voltando a comer - Está deliciosa.
Ele sorriu simpaticamente.
- Eu sei... - ele piscou para mim. - Anos de prática.
- Ata... - falei encerrando o assunto, o único som daquela casa agora era da nossa respiração e dos talheres.
Ele andou e parou ao meu lado observando meu rosto, minha expressão.
- Confidencial. - ele falou num tom sério - Por enquanto prefiro não lhe dizer, desculpe-me.
Olhei-o e sorri.
- Não.. tudo bem. - eu falei prendendo meus cabelos em coque - Eu entendo.
Nossos olhos se encontraram e por um momento eu jurava ter visto a imagem de Guilherme neles, bem estranho eu sei... mais eu jurava que tinha visto.
Peter estranhando minha expressão arqueou uma de suas sobrancelhas e sorriu.
- Eai, ta com fome? - perguntou indo em direção a uma parte separada da sala mas parecia ser uma cozinha só foi ele perguntar para minha barriga começar a roncar.
- Acho que sim. - falei indo na direção dele, pus minha mão em minha barriga e a pressionei tentando fazer com que ela parasse de fazer aquele barulho esquisito. - Alias, quantas horas eu fiquei desacordada?
Peter mexia e remexia nas panelas, nos armários, nos ingredientes no qual ele precisava e minutos depois desviara sua atenção daquilo para mim.
- Duas horas ou mais. - ele falou voltando a prestar atenção no que estava fazendo.
- Ah. - falei olhando para a pequena mesa que havia no centro da pequena casa. - Quer que eu o ajude?
- Ah claro. - ele falou apontando para um gaveta perto de onde estava - Se não te incomodar.. ponha isso na mesa.
Fiz exatamente o que ele me pediu, agachei-me um pouco abrindo a gaveta; nela havia umas paradas para apoiar o prato, peguei duas e fui em direção a pequena mesa que havia ali e pus as paradas em lugares diferentes voltando logo em seguida para pegar os talheres e os copos enquanto Peter cozinhava algo que aparentava ser delicioso, minha barriga roncou novamente e ri baixinho.
- Parece ser bom... - comentei parando ao lado de Peter e olhando para dentro da panela.
- É sim. - ele falou sorrindo - Te garanto que não vai se arrepender de comer.
- Claro que não vou. - retruquei rindo - Só de sentir o cheiro já me da água na boca, nham nham.
Nois dois rimos juntos e vários minutos depois sentamos para comer, pus um pouco em meu prato e ele fez o mesmo.
- Não ta com veneno não ne?! - perguntei sarcasticamente
- Oh... - ele falou fingindo parecer ofendido - Sinto-me ofendido por essa pergunta, mas é claro que não... sou muito criativo na hora de matar alguem, essa tática é antiga e só utilizada pelos iniciantes.
- Ah desculpe-me então - eu falei dando de ombros e voltando a comer - Está deliciosa.
Ele sorriu simpaticamente.
- Eu sei... - ele piscou para mim. - Anos de prática.
- Ata... - falei encerrando o assunto, o único som daquela casa agora era da nossa respiração e dos talheres.
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