"Abri meus olhos e rapidamente levantei do sofá mofado e velho no qual eu estava deitada, olhei ao redor tentando reconhecer meu quarto mais não havia um móvel sequer que pertencia ao mesmo, as paredes do imóvel estavam raxadas e já não havia mais pintura, os vidros da janela estavam no chão como se tivessem atirado uma pedra neles, a pequena mesa que permanecia no centro estava quebrada ao meio e havia em cima dela gotas de sangue fazendo com que meu estomâgo se revirasse, continuei andando a procura de uma porta ou sei la alguma saída dali.
Ta eu consegui passar pela janela mais o estranho é que não me cortei, não que eu me importasse com os machucados e cortes que eu taria no corpo, não naquela ocasião... eu estava me sentindo uma prisioneira, me sentindo sufocada pois quando me dei por mim estava de volta ao cômodo.
Olhei ao redor tentando ver se havia algo de errado, mas pelo contrario.. estava tudo certo exceto pela desorganização.
- Ora ora. - falara uma voz masculina vindo de tras das paredes, olhei ao redor um pouco desesperada - Olha só quem está aqui.
Meu coração se acelerou e automaticamente fui chegando para tras tropeçando em cada movel que havia no meu caminho.
Então algo ultrapassara, não sei como, pela parede.
Ele era grande, musculoso e tinha uma aparência perversa e de um certo modo.. tinha traços iguais a dos de Guilherme... ele era belissimo como um deus grego, sua pele era bronzeada e seus olhos... me arrependi de ter olhado... não eram negros como eu imaginava, eram vermelhos cor do inferno.
Suas asas rapidamente surgiram em suas costas , eram tão grandes, eram tão hipnotizantes e tão negras como a de seu filho... quando sorriu pude perceber que não eram comuns, ta ele já nao era normal... continuando, invés de haver dentes normais como os de seu filho havia presas como de vampiros, eu não entendi.. um anjo das trevas com presas de vampiro ?
- Bem... - ele falou com aquela sua voz grossa e perversa - Eu conheço você, era para você estar morta não acha?!
Meu coração falhou e as lagrimas arderam em meus olhos, elas queriam sair mais fiz de tudo para impedi-las eu queria me mostrar forte o suficiente para encara-lo.
- Eu sei que você está viva Diana. - ele falou avançando um pouco, tentei chegar mais para trás - Eu sei que meu filho mentira para mim para protege-la.
Ele era bem pior do que eu pudia imaginar, quando ele passava ou encostava pelas coisas... essas coisas murxavam, quebravam, apodreciam.. coisas do tipo, seus olhos ardiam como chamas.
- Diga-me Diana. - ele falou parando - Por que meu filho não compriu minhas ordens? por que ele não a matou? "
- aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa! - gritei dando um salto de minha cama, eu suava - o que...?
Olhei ao redor e lá estava meu quarto do mesmo jeito que eu o deixei antes de dormir, respirei fundo tirando a franja que caia em meu rosto, olhei para a janela e via o amanhecer de um novo dia...
- Ele sabe. - a voz de Guilherme sooara em meus ouvidos, o medo fizera meu corpo tremer.. desejei que fosse apenas uma alucinação. - Ele descobriu...
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A dor tinha aliviado um pouco depois que Guilherme se foi. Minha mente relembrava tudo que ele me falara, o que ele era.. quem era seu pai ...
-
- Isso não te interessa. - retruquei enrugando minha testa - O que você faz aqui? - Se não me interessa-se eu não teria falado. - ele cruzo...
-
16:25 Sabado - Shopping Passamos pela porta de entrada do shopping e demos de cara com aquela multidão, eu esqueci que todo santo sabado...
sexta-feira, 29 de julho de 2011
64
Depois de umas horas ai o Gui foi embora me deixando sozinha na sala junto com a tv, minha mãe ficara um pouco comigo e depois voltara para seu quarto... é ela estava exausta, sempre estava quando voltava do trabalho.
Pus minha mão em meu nariz sentindo o gesso em torno do mesmo suspirei lembrando-me do momento em que Guilherme e Derick estavam se batendo, meu coração se apertou violentamente, mas por que diabos eles se odeiam? eles mal se conhecem, eu acho... mas mesmo assim eles não teriam tanto motivo para se odiarem a não ser que... o motivo... seja... EU?!
Não.. nem pensar... fora de cogitação... por que eu deveria ser motivo de duas pessoas de especies diferentes se odiarem?! alias eu sou apenas uma humana qualquer, não tenho nada de agradavel a não ser o cheiro de meu perfume, eu sou simples, não sou popular, não tenho olhos azuis e muito menos cabelos dourados, não tenho corpão de deusa e nunca fui escolhida para nada tão popular como para líderes de torcida, no máximo para o grupo de livros.
Quer dizer, não ha motivos para brigarem por mim.. ainda mais dois gatos como Derick e Guilherme, desliguei a tv e fui para meu quarto.
Liguei a luz da mesma e me encaminhei em direção a minha escrivaninha, em cima da mesma estava meu celular peguei-o e dei uma olhada...
10 chamadas perdidas de...
Derick Natch.
Meu coração se acelerou possivelmente ele queria me pedir desculpas pelo soco que me dera e pelo nariz quebrado, eu podia perdoa-lo mais não queria ve-lo.. NUNCA mais, não enquanto Guilherme não estiver por perto para me proteger... vai que ele queria quebrar meu pescoço ou qualquer parte importante.
Joguei meu celular para o canto de minha cama e logo fui eu... escondi meu rosto no travesseiro fechando meus olhos.
Pus minha mão em meu nariz sentindo o gesso em torno do mesmo suspirei lembrando-me do momento em que Guilherme e Derick estavam se batendo, meu coração se apertou violentamente, mas por que diabos eles se odeiam? eles mal se conhecem, eu acho... mas mesmo assim eles não teriam tanto motivo para se odiarem a não ser que... o motivo... seja... EU?!
Não.. nem pensar... fora de cogitação... por que eu deveria ser motivo de duas pessoas de especies diferentes se odiarem?! alias eu sou apenas uma humana qualquer, não tenho nada de agradavel a não ser o cheiro de meu perfume, eu sou simples, não sou popular, não tenho olhos azuis e muito menos cabelos dourados, não tenho corpão de deusa e nunca fui escolhida para nada tão popular como para líderes de torcida, no máximo para o grupo de livros.
Quer dizer, não ha motivos para brigarem por mim.. ainda mais dois gatos como Derick e Guilherme, desliguei a tv e fui para meu quarto.
Liguei a luz da mesma e me encaminhei em direção a minha escrivaninha, em cima da mesma estava meu celular peguei-o e dei uma olhada...
10 chamadas perdidas de...
Derick Natch.
Meu coração se acelerou possivelmente ele queria me pedir desculpas pelo soco que me dera e pelo nariz quebrado, eu podia perdoa-lo mais não queria ve-lo.. NUNCA mais, não enquanto Guilherme não estiver por perto para me proteger... vai que ele queria quebrar meu pescoço ou qualquer parte importante.
Joguei meu celular para o canto de minha cama e logo fui eu... escondi meu rosto no travesseiro fechando meus olhos.
63
Guilherme ficou comigo em casa até que minha mãe chegasse, é claro que quando viu meu estado teve um ataque de pitibiriba e ainda pediu uma explicação para aquilo, Guilherme por sua vez mentiu... mas mentiu bem fazendo com que minha mãe acreditasse (amem) depois ela fora para seu quarto tomar um banho e assistir novela.
Ficamos na sala um abraçado no outro, se pudesse eu ficaria daquele jeito com ele para o resto de minha vida mas sabia que uma hora isso iria acabar, que aquele sonho todo poderia ser tornar um pesadelo em qualquer momento e era nisso que eu estava com medo... "o pesadelo" podia começar a qualquer momento.
- Estou com medo. - sussurrei escondendo meu rosto em seu peitoral, senti as mãos de Gui em meus cabelos.. alisando-os.
- De que meu amor? - ele perguntou, aquelas palavras fizeram meu coração se amolecer.. derreter como picolé no meio do deserto.
- Do que pode acontecer com você... - falei apertando sua blusa -..comigo... com o mundo!
Sua mão foi até em meu queixo levantando meu rosto na direção do dele fazendo-me olhar em seus grandes olhos negros e hipnotizantes.
- Não fique com medo. - ele falou - não há nada o que temer, eu vou te proteger custe o que custar... não se preocupe comigo sou imortal se esqueceu?!
Envolvi sua nuca com meus braços colando minhas bochechas nas dele, meu coração se apertou só de imaginar Guilherme machucado por minha causa, ou pior... morto. Será que Guilherme ainda podia morrer?
Nesse momento para mim podia tudo, não havia mais uma palavra que eu considerava impossível que agora não seja possível.
- Eu não sei... - gaguejei voltando a olha-lo - Não sei em que mais posso não acreditar.
Ele me olhava com ternura mais ao mesmo tempo preocupado.
- Acredite em mim. - ele falou fazendo com que eu olhasse para ele novamente.- Apesar de eu não estar totalmente sobre o controle da situação, eu 'posso' proteger você.
Eu sorri, não sei porque, deveria ser de nervoso... as possibilidades de Guilherme sair machucado enquanto me protege é enorme e ve-lo machucado iria causar em mim uma dor profunda que mesmo eu não sentindo no momento eu já teria uma noção de como doeria.
- Não quero que fique assim. - ele falou novamente passando seus dedos em meus lábios. - Confie em mim Diana.
- Eu... confio em você. - falei - Eu só não confio em seu pai.
Ficamos na sala um abraçado no outro, se pudesse eu ficaria daquele jeito com ele para o resto de minha vida mas sabia que uma hora isso iria acabar, que aquele sonho todo poderia ser tornar um pesadelo em qualquer momento e era nisso que eu estava com medo... "o pesadelo" podia começar a qualquer momento.
- Estou com medo. - sussurrei escondendo meu rosto em seu peitoral, senti as mãos de Gui em meus cabelos.. alisando-os.
- De que meu amor? - ele perguntou, aquelas palavras fizeram meu coração se amolecer.. derreter como picolé no meio do deserto.
- Do que pode acontecer com você... - falei apertando sua blusa -..comigo... com o mundo!
Sua mão foi até em meu queixo levantando meu rosto na direção do dele fazendo-me olhar em seus grandes olhos negros e hipnotizantes.
- Não fique com medo. - ele falou - não há nada o que temer, eu vou te proteger custe o que custar... não se preocupe comigo sou imortal se esqueceu?!
Envolvi sua nuca com meus braços colando minhas bochechas nas dele, meu coração se apertou só de imaginar Guilherme machucado por minha causa, ou pior... morto. Será que Guilherme ainda podia morrer?
Nesse momento para mim podia tudo, não havia mais uma palavra que eu considerava impossível que agora não seja possível.
- Eu não sei... - gaguejei voltando a olha-lo - Não sei em que mais posso não acreditar.
Ele me olhava com ternura mais ao mesmo tempo preocupado.
- Acredite em mim. - ele falou fazendo com que eu olhasse para ele novamente.- Apesar de eu não estar totalmente sobre o controle da situação, eu 'posso' proteger você.
Eu sorri, não sei porque, deveria ser de nervoso... as possibilidades de Guilherme sair machucado enquanto me protege é enorme e ve-lo machucado iria causar em mim uma dor profunda que mesmo eu não sentindo no momento eu já teria uma noção de como doeria.
- Não quero que fique assim. - ele falou novamente passando seus dedos em meus lábios. - Confie em mim Diana.
- Eu... confio em você. - falei - Eu só não confio em seu pai.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
62
Demoramos uns dez minutos para chegarmos em minha casa que ficava apenas alguns quarteirões antes do hospital, Guilherme e eu não falamos nada sobre o que ocorrera hoje mais cedo porque eu sabia mais que todos que ele estava completamente arrependido.
- Me desculpa. - ele falou parando em frente da porta de casa e me olhando - Eu não queria te causar algum mau, jamais... nunca desejei isso, eu só... queria... ARGH!
Guilherme se afastou de mim pondo as mãos no rosto, fui em sua direção e pus minha mão em seu ombro.
- Tudo bem Gui. - eu falei tentando conforta-lo - Não foi você, foi ele... você sabe disso, agora pare de se culpar.
Ele não pareceu relaxar, parecia que ele gostava de se culpar de coisas que ele não fez... grunhi e fiquei na sua frente.
- Chega! - falei - Pare com isso, acabou. Já passou.
- Para você não. - ele falou apontando para a proteção que havia em meu nariz. - Seu nariz está quebrado e não há nada que eu possa fazer para isso melhorar.
- Isso não é importante.. - falei agarrando sua blusa - Eu não me importo de estar com nariz quebrado, meu nariz não é tão importante quanto você é para mim.
Ele franziu o nariz e desviou seus olhos dos meus.
- Guilherme! - falei pondo minha mão em seu queixo e o virando em minha direção. - Se nariz fosse tão importante não teriamos boca como outro meio de respirar, não é ?!
Ele não me respondeu novamente, respirei fundo e deixei que as lagrimas caissem de meus olhos... foi a única maneira de roubar sua atenção novamente.
- Está doendo? - ele perguntou com cara de dor.
- Meu nariz? não... - eu respondi fixando meus olhos nos dele - Mas meu coração sim.
- Por que? o que está sentindo? - ele perguntou me avaliando.
- Porque... - fechei meus olhos e continuei deixando as lagrimas cairem. - porque você fica se maltratando e isso doí bastante, Gui nem tudo é por culpa sua.. entenda isso!
- Eu... tento. - ele falou passando sua mão em meu rosto. - Mas já percebeu que tudo que acontece com você é porque eu estou por perto? eu... só queria te manter segura.
- Mas você me mantem meu amor. - eu falei aproximando meu rosto do dele. - Não importa se eu estou segura ou não, mas meu coração é o que precisa de sua proteção... é ele que pode me manter viva... quer dizer... você é o motivo de eu estar viva porque você é o meu coração.
- Me desculpa. - ele falou parando em frente da porta de casa e me olhando - Eu não queria te causar algum mau, jamais... nunca desejei isso, eu só... queria... ARGH!
Guilherme se afastou de mim pondo as mãos no rosto, fui em sua direção e pus minha mão em seu ombro.
- Tudo bem Gui. - eu falei tentando conforta-lo - Não foi você, foi ele... você sabe disso, agora pare de se culpar.
Ele não pareceu relaxar, parecia que ele gostava de se culpar de coisas que ele não fez... grunhi e fiquei na sua frente.
- Chega! - falei - Pare com isso, acabou. Já passou.
- Para você não. - ele falou apontando para a proteção que havia em meu nariz. - Seu nariz está quebrado e não há nada que eu possa fazer para isso melhorar.
- Isso não é importante.. - falei agarrando sua blusa - Eu não me importo de estar com nariz quebrado, meu nariz não é tão importante quanto você é para mim.
Ele franziu o nariz e desviou seus olhos dos meus.
- Guilherme! - falei pondo minha mão em seu queixo e o virando em minha direção. - Se nariz fosse tão importante não teriamos boca como outro meio de respirar, não é ?!
Ele não me respondeu novamente, respirei fundo e deixei que as lagrimas caissem de meus olhos... foi a única maneira de roubar sua atenção novamente.
- Está doendo? - ele perguntou com cara de dor.
- Meu nariz? não... - eu respondi fixando meus olhos nos dele - Mas meu coração sim.
- Por que? o que está sentindo? - ele perguntou me avaliando.
- Porque... - fechei meus olhos e continuei deixando as lagrimas cairem. - porque você fica se maltratando e isso doí bastante, Gui nem tudo é por culpa sua.. entenda isso!
- Eu... tento. - ele falou passando sua mão em meu rosto. - Mas já percebeu que tudo que acontece com você é porque eu estou por perto? eu... só queria te manter segura.
- Mas você me mantem meu amor. - eu falei aproximando meu rosto do dele. - Não importa se eu estou segura ou não, mas meu coração é o que precisa de sua proteção... é ele que pode me manter viva... quer dizer... você é o motivo de eu estar viva porque você é o meu coração.
sábado, 16 de julho de 2011
61
Horas se passaram e eu finalmente fui liberada para ir para minha casa, mas antes que eu saisse do hospital eu fui dar me uma olhada no espelho do banheiro.
A minha primeira reação foi de susto, pois eu estava um caco... estava muito dificil olhar para mim mesma;
A segunda foi de pânico... eu estava horrivel, tremendamente feia e o que minha mãe iria falar caso eu chegasse em casa com aquela coisa protegendo meu nariz? e o que ela falaria?
Bem não deu tempo de eu pensar na terceira pois tinha me lembrado que o pessoal do hospital podia ter ligado para ela avisando o que ocorrera comigo, eu não queria que ela se preocupasse comigo, eu sei me cuidar apesar de eu ter quebrado o nariz mais a culpa não foi 'exatamente minha', não fui eu que causei esse 'acidente', saí correndo do banheiro e parei em frente da recepção a jovem atendente tirou os olhos de seu computador e me olhou mau humurada esperando que eu falasse alguma coisa.
- Desculpa interromper... - falei embolando as palavras - mas podia me informar se vocês ligaram para minha mãe?
A atendente piscou uma, duas vezes e depois de minutos entendeu a minha pergunta, depois ela pegou minhas informações e se levantou da cadeira aonde estava sentada indo em direção a algum lugar no qual eu não conseguira ver, meu coração estava acelerado até que sinto uma mão quente, protetora e macia na minha cintura, virei-me lentamente dando de cara com o Guilherme.
- Oi. - eu falei meio séria e depois voltei a prestar atenção na atendente que tinha ido para uma pequena sala um pouco atras da recepção.
- Diana... - ele falou sério mais ao mesmo tempo preocupado, meu coração se amoleceu e voltei a olha-lo. - Eu sei que voce tem todos os motivos de estar me odiando agora, mas eu vim aqui lhe pedir perdão sei que o que eu fiz não foi o certo mais é só 'ele' me tira do sério.
Eu respirei fundo, eu estava quase o desculpando mas primeiro eu tinha que falar tudo que estava entalado na minha garganta.
- Olha só... - falei - Guilherme você não sentiu a dor que eu sentiu quando a mão de Derick acertou meu nariz, você não tem noção do medo que fiquei quando voces estavam brigando, você não tem noção do quanto me machuca ver vocês dois brigando ... por favor, agora pode me dizer o motivo de tanto se odiarem? eu ''mereço'' saber.
- Você tem razão. - ele falou parecendo desesperado. - Mas não aqui, eu vou te levar em sua casa e te falo la... mas por enquanto...
Então a garota que tinha me atendido estava voltando de um jeito meio atrapalhado e engraçado, ela sentou-se em sua cadeira e se inclinou um pouco na minha direção séria.
- Bem, não ligamos ainda... - ela falou - Mas caso queira comunicar sua mãe do ocorrido podemos fazer isso.
Engoli em seco mais antes que eu pudesse responder Guilherme falou.
- Não precisa, obrigado por sua atenção. - Ele falou pegando em minha mão e me conduzindo para fora do hospital.
A minha primeira reação foi de susto, pois eu estava um caco... estava muito dificil olhar para mim mesma;
A segunda foi de pânico... eu estava horrivel, tremendamente feia e o que minha mãe iria falar caso eu chegasse em casa com aquela coisa protegendo meu nariz? e o que ela falaria?
Bem não deu tempo de eu pensar na terceira pois tinha me lembrado que o pessoal do hospital podia ter ligado para ela avisando o que ocorrera comigo, eu não queria que ela se preocupasse comigo, eu sei me cuidar apesar de eu ter quebrado o nariz mais a culpa não foi 'exatamente minha', não fui eu que causei esse 'acidente', saí correndo do banheiro e parei em frente da recepção a jovem atendente tirou os olhos de seu computador e me olhou mau humurada esperando que eu falasse alguma coisa.
- Desculpa interromper... - falei embolando as palavras - mas podia me informar se vocês ligaram para minha mãe?
A atendente piscou uma, duas vezes e depois de minutos entendeu a minha pergunta, depois ela pegou minhas informações e se levantou da cadeira aonde estava sentada indo em direção a algum lugar no qual eu não conseguira ver, meu coração estava acelerado até que sinto uma mão quente, protetora e macia na minha cintura, virei-me lentamente dando de cara com o Guilherme.
- Oi. - eu falei meio séria e depois voltei a prestar atenção na atendente que tinha ido para uma pequena sala um pouco atras da recepção.
- Diana... - ele falou sério mais ao mesmo tempo preocupado, meu coração se amoleceu e voltei a olha-lo. - Eu sei que voce tem todos os motivos de estar me odiando agora, mas eu vim aqui lhe pedir perdão sei que o que eu fiz não foi o certo mais é só 'ele' me tira do sério.
Eu respirei fundo, eu estava quase o desculpando mas primeiro eu tinha que falar tudo que estava entalado na minha garganta.
- Olha só... - falei - Guilherme você não sentiu a dor que eu sentiu quando a mão de Derick acertou meu nariz, você não tem noção do medo que fiquei quando voces estavam brigando, você não tem noção do quanto me machuca ver vocês dois brigando ... por favor, agora pode me dizer o motivo de tanto se odiarem? eu ''mereço'' saber.
- Você tem razão. - ele falou parecendo desesperado. - Mas não aqui, eu vou te levar em sua casa e te falo la... mas por enquanto...
Então a garota que tinha me atendido estava voltando de um jeito meio atrapalhado e engraçado, ela sentou-se em sua cadeira e se inclinou um pouco na minha direção séria.
- Bem, não ligamos ainda... - ela falou - Mas caso queira comunicar sua mãe do ocorrido podemos fazer isso.
Engoli em seco mais antes que eu pudesse responder Guilherme falou.
- Não precisa, obrigado por sua atenção. - Ele falou pegando em minha mão e me conduzindo para fora do hospital.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
60
Foi tudo tão rápido para os meus pobre olhos humanos que quando percebi o que acontecera eu já estava sendo jogada pelos ares e aterrissando na areia macia, foi isso que não me fez sentir dor.
Levantei meio desorientada e olhei para Guilherme que agora socava Derick que mal conseguia se defender, eu queria me levantar e fazer com aquela briga idiota acabasse logo mas não sei o que deu nas minhas pernas que continuaram imóveis, fiquei olhando aquela cena horrível.
Derick socando uma ou duas vezes Guilherme, Guilherme por sua vez socava umas cinco ou seis vezes Derick que por surpresa não tinha marca das mãos de Guilherme. O que era bem estranho porque pelo que parecia as mãos de Guilherme deveriam ser bem pesadas, meu coração vacilou ao ver que Derick tinha conseguido enganar Guilherme e o pegara pelo pescoço enforcando - o, o estranho foi que Guilherme não pareceu se importar e Derick começou a apertar cada vez mais... foi essa deixa que fez com que eu voltasse a ter o controle de minhas pernas, me levantei rapidamente e corri na direção deles.
Havia uma pequena multidão de adolescentes idiotas e infantis gritando "briga, briga"!", passei pelo meio deles empurrando cada um e pouco me lixando para o que estavam me chamando, continuei correndo, parei no exato momento que Guilherme conseguira se soltar e Derick estava pronto para socar a cara dele mas corri tão rápido que invés de seu punho acertar o rosto de Guilherme acabou acertando o meu.
Gritei, gemi e me contorci de dor.
Desde quando Derick tinha tanta força que nem aquela? desequilibrei e acabei caindo na areia enquanto o sangue escorria pelo meu nariz, eu gritei novamente por causa da dor.
Agora aquela 'plateia' tinha cessado alguns vieram ate mim e ficaram tipo que falando que ia passar, que a ambulância tava vindo e tals, mas até la Derick e Guilherme estariam mortos.
Ta nem é pra tanto.
Mas do jeito que tava...
Ouvi o barulho da sirene da ambulância la no fundo, eu sorri um pouco fraca e tonta e senti ser pega no colo.
- Seu babaca! - ouvi Guilherme gritar para Derick - Se tu encostar essa tua pata na cara dela novamente, eu quero suas duas pernas e tu vai começar a andar de cadeira de rodas entendeu seu bostinha?!
Estava me afastando cada vez mais dos dois até que a voz deles sumiram e eu não escutei mais nada só senti varias mãos me pondo deitada na maca, minha visão tava péssima.. tava toda embassada e por essa causa eu não consegui destingir os rostos dos caras da ambulância.
Eles fecharam a porta e nos fomos a caminho do hospital.
- Seu babaca! - ouvi Guilherme gritar para Derick - Se tu encostar essa tua pata na cara dela novamente, eu quero suas duas pernas e tu vai começar a andar de cadeira de rodas entendeu seu bostinha?!
Estava me afastando cada vez mais dos dois até que a voz deles sumiram e eu não escutei mais nada só senti varias mãos me pondo deitada na maca, minha visão tava péssima.. tava toda embassada e por essa causa eu não consegui destingir os rostos dos caras da ambulância.
Eles fecharam a porta e nos fomos a caminho do hospital.
59
Já eram quase 15e30, Guilherme e eu ainda estávamos na praia deitados na areia aproveitando aquele momento de paz que nos restara, não sabíamos se haveria outro como este daqui a alguns meses ou mesmo dias.
Não havia muitas pessoas na praia pois estava ventando o bastante para que ficassem com frio, eu por exemplo não sentia tanto pois Guilherme estava colado em mim, estava tão quente.. tão aconchegante que para mim não seria problema nenhum passar o resto da minha vida daquele jeito, eu sorri.
- Isso parece sonho... - eu falei observando o movimento das ondas - que pena que uma hora terei que acordar.
Suspirei e vi a mão de Guilherme pegar na minha e entrelaçar as duas.
- Posso fazer com que não acorde. - ele sussurrou no meu ouvido fazendo com que meus pelos dos braços se arrepiassem, eu sorri e me virei para olha-lo.
- Então faça... - eu falei chegando nosso rosto mais perto um do outro. - só não me mate.
Nos dois rimos.
- Nunca farei isso... - ele falou ficando serio - nem que eu tenha que morrer para salvar sua vida.
Então ele me beijou lentamente, mordiscando de vez em quando meus lábios.
Era um beijo quente, romântico e aconchegante... era o tipo de beijo que me fazia esquecer tudo que estava acontecendo e então nos afastamos.
Ficamos em silencio por longos e demorados minutos até que só vejo Guilherme se afastar e ser forçado brutalmente a ficar em pé, me levanto rapidamente indo em direção a Guilherme ao ver a fúria passar pelo seu rosto.
- O que... - virei meu rosto e dei de cara com Derick - O que faz aqui?
Seus olhos não se desviaram dos de Guilherme o que me fez ficar um pouco com medo pois eles trocavam olhares assustadores.
- Vim te proteger - ele falou cruzando os braços - desse demónio que você acha que ama.
A raiva foi mais forte que eu, senti meu rosto ficar vermelho e minhas mãos arderam pois queriam bater nele.
- Vá embora.. - eu falei seriamente - não tem motivos para vim aqui me proteger.
Foi então que Guilherme pegara em meu braço e me botara para trás dele, como fizera ontem, ele rosnou e por um momento pensei que ele iria avançar no Derick.
- Seu baitola. - ele falou com tom sarcástico - Vá embora, não vê que está em desvantagem?
Derick riu e ficou no mesmo lugar.
- Não estou vendo seus irmãos aqui meu caro. - ele respondeu sorrindo desafiadora mente
- Não estou falando de quantidade, seu merda. - falou Gui trincando seus dentes. - Estou falando em poder, você ainda não está maduro o bastante para lutar comigo.
Estremeci, o que eles deveriam tar falando? olhei para Derick que agora não sorrira mais.
- Mas logo estarei... - ele cuspiu as palavras na cara de Guilherme que por sua vez dera um empurrão tão forte que fizera Derick se desequilibrar. - E a primeira coisa que farei será te desafiar.
- Estarei esperando anciosamente. - ele rebateu.
- Enquanto isso... - ele falou virando-se em minha direção, eu tremi e tentei me esconder pelas costas de Guilherme. - É o meu dever protege-la de tudo e todos, inclusive de você.
Arregalei meus olhos esperando que alguem me explicasse o que tava acontecendo.
- Não se preocupe não sou uma ameaça para ela e... - Guilherme falou - Já estou fazendo isso, e alias... to me saindo bem melhor que você.
A unica coisa que vi antes de ser arremaçada para trás foi o rosto de Derick ficando vermelho e ele correndo na direção de Guilherme.
Não havia muitas pessoas na praia pois estava ventando o bastante para que ficassem com frio, eu por exemplo não sentia tanto pois Guilherme estava colado em mim, estava tão quente.. tão aconchegante que para mim não seria problema nenhum passar o resto da minha vida daquele jeito, eu sorri.
- Isso parece sonho... - eu falei observando o movimento das ondas - que pena que uma hora terei que acordar.
Suspirei e vi a mão de Guilherme pegar na minha e entrelaçar as duas.
- Posso fazer com que não acorde. - ele sussurrou no meu ouvido fazendo com que meus pelos dos braços se arrepiassem, eu sorri e me virei para olha-lo.
- Então faça... - eu falei chegando nosso rosto mais perto um do outro. - só não me mate.
Nos dois rimos.
- Nunca farei isso... - ele falou ficando serio - nem que eu tenha que morrer para salvar sua vida.
Então ele me beijou lentamente, mordiscando de vez em quando meus lábios.
Era um beijo quente, romântico e aconchegante... era o tipo de beijo que me fazia esquecer tudo que estava acontecendo e então nos afastamos.
Ficamos em silencio por longos e demorados minutos até que só vejo Guilherme se afastar e ser forçado brutalmente a ficar em pé, me levanto rapidamente indo em direção a Guilherme ao ver a fúria passar pelo seu rosto.
- O que... - virei meu rosto e dei de cara com Derick - O que faz aqui?
Seus olhos não se desviaram dos de Guilherme o que me fez ficar um pouco com medo pois eles trocavam olhares assustadores.
- Vim te proteger - ele falou cruzando os braços - desse demónio que você acha que ama.
A raiva foi mais forte que eu, senti meu rosto ficar vermelho e minhas mãos arderam pois queriam bater nele.
- Vá embora.. - eu falei seriamente - não tem motivos para vim aqui me proteger.
Foi então que Guilherme pegara em meu braço e me botara para trás dele, como fizera ontem, ele rosnou e por um momento pensei que ele iria avançar no Derick.
- Seu baitola. - ele falou com tom sarcástico - Vá embora, não vê que está em desvantagem?
Derick riu e ficou no mesmo lugar.
- Não estou vendo seus irmãos aqui meu caro. - ele respondeu sorrindo desafiadora mente
- Não estou falando de quantidade, seu merda. - falou Gui trincando seus dentes. - Estou falando em poder, você ainda não está maduro o bastante para lutar comigo.
Estremeci, o que eles deveriam tar falando? olhei para Derick que agora não sorrira mais.
- Mas logo estarei... - ele cuspiu as palavras na cara de Guilherme que por sua vez dera um empurrão tão forte que fizera Derick se desequilibrar. - E a primeira coisa que farei será te desafiar.
- Estarei esperando anciosamente. - ele rebateu.
- Enquanto isso... - ele falou virando-se em minha direção, eu tremi e tentei me esconder pelas costas de Guilherme. - É o meu dever protege-la de tudo e todos, inclusive de você.
Arregalei meus olhos esperando que alguem me explicasse o que tava acontecendo.
- Não se preocupe não sou uma ameaça para ela e... - Guilherme falou - Já estou fazendo isso, e alias... to me saindo bem melhor que você.
A unica coisa que vi antes de ser arremaçada para trás foi o rosto de Derick ficando vermelho e ele correndo na direção de Guilherme.
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