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domingo, 31 de julho de 2011

69

Então me diga quando você ouvir meu coração parar,
você é o único que o conhece
 Me diga quando você ouvir meu silêncio, há uma possibilidade de eu estar morta.

Lentamente meus olhos se abriam e meu corpo doía até quando eu precisava piscar, minha visão estava embassada e por essa razão eu não conseguia distinguir do rosto do rapaz mais seu cheiro era muitíssimo familiar, será que eu tava morta? era impossível o cara ter me salvado um segundo antes do fogo me acertar em cheio e ainda mais não havia ninguém aonde eu estava, será que ele tava escondido me observando?
Tentei me levantar mas sua mão foi em minha barriga me impedindo de me levantar, ta tudo bem..não insisti e voltei-a me deitar lentamente e com muito cuidado pois meu corpo doía.
- Relaxa, você não está morta. - sua voz soara tão tranquilamente e tão docemente que não contive um sorriso. - Tudo bem, acho que deve ta se perguntando quem eu sou, certo?!
Balancei a cabeça forçando minha vista para ver se eu conseguia distinguir seus traços.
- Também. - falei - Não consigo ver seu rosto.
- Era de se esperar - ele falou um tanto severo - É o efeito colateral, daqui a alguns minutos isso passa.
Efeito colateral? de que? como assim? franzi a testa e perguntei:
- Efeito colateral? - retruquei - De que? como assim?
- Bem podemos dizer que aquele "fogo"... - ele falou respirando fundo - foi apenas uma ilusão.
O QUE? quer dizer.. aquilo foi tudo apenas uma ilusão? de quem? como? e como esse garoto sabia tanto disso?
- Do que você ta falando? - perguntei idgnada - Eu vi o fogo, eu senti o calor de suas chamas em minha pele.
Ele balançou a cabeça concordando.
- Eu sei eu sei. - ele falou tocando meu rosto com muito cuidado - Foi apenas uma parte do plano do meu irmão, o Guilherme.
Guilherme?! por que ele fizera isso?
- Guilherme?! - perguntei - ele que planejou tudo isso? por que?
Ele pareceu surpreso por minha pergunta mais logo respondeu com um sorriso no rosto.
- Nosso pai descobriu que você tava viva e bem... - ele suspirou - ele disse que se Guilherme não a matasse hoje, ele iria mesmo te matar na frente do mesmo.
Meu corpo se encolheu e meu coração falhou.
- Calma. - ele falou tentando me tranquilizar, mas já era tarde demais. - Ele conseguiu convence-lo.
Balancei a cabeça novamente deixando as lágrimas descerem de meus olhos e caminharem pelo meu rosto, como? como eu posso ser tão azarada a ponto de passar o meu azar para o Gui?!
- Diana? - falara novamente o garoto, minha visão estava voltando a ficar normal até que consegui ter uma visão ampla de seu rosto.
Era bonito quanto Guilherme só que mais musculoso e seus olhos eram tão pretos quando a própria escuridão, sua boca era um pouco carnuda porém bem tentadoras, a cor de sua pele era mais morena do que de Gui e suas asas eram tão imensas quanto as do pai.
- Eu não queria que ele corresse tal risco só por minha causa. - eu falei tentando disfarçar a minha admiração por sua beleza, ele sorriu e se aproximou.
- Ei relaxa gata. - ele falou tocando meu rosto com sua mão quente e pesada. - Ele te ama e não importa o quanto seja perigoso mentir para meu pai, ele só quer te proteger.
- Como sabe disso? - perguntei um tanto desconfiada mas nenhum segundo sequer sua confiança deixou-o.
- Acho que é um pouco difícil de explicar. - ele falou enrugando a testa. - Bem eu posso dizer que consigo sentir o que ele sente, não que eu esteja perdidamente apaixonado por você... mais que sei o que ele sente, isso é um dom que meu pai dera para meus irmãos e a mim, é complicado.
Esperei ele continuar, seus olhos estavam fixos nos meus.
- Mas posso-lhe afirmar que ajudarei Guilherme a te proteger, não se preocupe. - ele falou com um sorriso travesso - Somos uma dupla invencível e acredite, quando estamos juntos podemos ser mais forte que qualquer um.
- Não... por favor! - implorei me sentando no colchonete aonde eu estava deitada - Não quero que se arrisque também.
- HAHA se ta de brincadeira? - ele riu só nao entendi bem o porque, arquiei uma de minhas sobrancelhas franzindo meu nariz.
- Claro que não. - eu respondi desafiando com o olhar - Não acho a minima graça em eu ficar preocupada.
Ele riu novamente pondo as mãos em cima de seus joelhos, de vez em quando uma das penas caíam de suas asas e por isso quase me distrai com elas.
- Humanos! - ele falou coçando o alto de sua cabeça - Tão ingênuos...
Cruzei meus braços um pouco zangada de como ele referia minha especie, quer dizer eramos ingenuos sim em relação a especie dele e do Gui mas não queria dizer que não eramos inteligentes, mas pelo tom que ele falara parecia que estava nos considerando burros.
- Não somos burros! - retruquei dando um chute em sua perna mas infelizmente ele não sentira.
- Concordo plenamente, senão não fosse essa inteligencia que vocês tem, nunca teriam criado tantas tecnologias avançadas como as de hoje. - Ele piscara para mim - Mas quando o assunto é sobre minha especie  vocês ...completamente foram e são desprovidos de sabedoria e conhecimento.
- Não venha dar um de Einsten não heim. - falei fazendo uma careta - você é apenas um anjo.
Ele e eu rimos.
- Tecnicamente... ainda sou um anjo. - ele falou passando a mão em seus cabelos lindos e sedosos.

68

Saí de casa depois de uns minutos, o sol ainda estava raiando e metade da rua ainda estava escura.
Mesmo ainda não sendo 6hrs já haviam carros na rua cada um entrando em ruas diferentes das outras, cruzei os braços e fiquei observando o movimento das folhas que estavam no chão, o vento que passava pelo meu rosto e  me trazia tranquilidade, nas lojas que abriam as portas de acordo com o tempo... bem, se eu não soubesse de nada sobre anjos até poderia dizer que era um dia normal tanto para mim quanto para outras pessoas, mais já que eu sabia demais era apenas outro dia que por um milagre divino eu ainda estava viva.
Sentei-me no banco aonde dias atras ocorreu meu primeiro beijo com o Gui, meu coração saltitou ao me lembrar da sensação de seus lábios tocando os meus, de suas palavras doces e delicadas...lembrar dele me dava a sensação de conforto, de segurança...
Abraçei-me tentando trazer aquela sensação de volta, mas eu não conseguia era impossivel substituir o abraço caloroso de Guilherme e falando nisso por onde ele estava? será que ainda estava criando pistas? ou... tentando convencer seu pai que eu estava morta? eu não sabia mais pensar nisso me deixava fraca e eu precisava ser forte para aguentar isso, eu tinha que ser forte o suficiente para proteger Guilherme mesmo eu não tendo a força que ele, mesmo eu não tendo a sabedoria que ele tem e a inteligencia... a esperteza que ele tem.
Olhei para o céu, estava ficando mais claro.. mais bonito.
bumm!
Alguma coisa tinha explodido, virei-me para trás olhando para o poste em chamas meus olhos se arregalaram      e meu coração ficou acelerado, o fogo passou pelos fios e estava cada vez mais perto do proximo poste que estava proximo a mim.
Eu congelei, não sentia meu corpo e o fogo aumentava cada vez mais... eu não sabia de onde tivera saído aquela explosão ou quem a causou alias não havia pessoas alem de mim na rua, eu devia estar enganada.
Me levantei com muita dificuldade e tentei correr para longe daquele poste que em questão de segundos iria explodir junto com tudo que estava proximo dele mas parecia que minhas pernas não faziam o que eu pedia, o que eu ordenava para elas.
Estava tão nervosa que meu corpo todo suava, minhas mão tremiam desesperadamente, meu coração estava a mil por hora quando finalmente o fogo se encontrou com o poste criando uma explosão pior que a do outro, ele me jogou para trás fazendo com que minhas costas batesse em algo duro e frio... tentei me levantar mas quando olhei novamente para o poste percebi que o fogo vinha em minha direção como tivesse sido programado ou algo do tipo, meus olhos se arregalaram ate que tudo se escureceu.

67

Aquele sonho, aquela voz...
O que aquilo seria? será que o pai do Gui realmente descobriu que eu to viva? será que ele ta planejando um jeito mais brutal... mais doloroso de me matar? sera que ele ja tava agindo? será que ele tava falando com o Gui?
Eu estava com medo, muito medo... medo de acontecer tudo cedo demais, medo do Gui se machucar primeiro que eu, medo... medo de morrer e deixar Gui vivo, solto por ai... com várias garotas melhores que eu, medo de ele se apaixonar por outra.
Medo de ser trocada apesar de eu estar morta,alias  meu coração pode parar no exato momento que minha alma deixar meu corpo mais meu amor por ele nunca vai me deixar, nunca vai me abandonar por completo só vai arranjar um outro lugar para ficar.
Tomei um banho, pus um short jeans e uma blusa sem manga rosa clara, calçei meu chinelo e fui para cozinha... eu estava morta de fome apesar de ainda ser 05:00 da manhã, abri a porta da geladeira pegando um pedaço de queijo e mortadela e pondo no pão frances, mastiguei-o e sentei-me na cadeira olhando para o pedaço mordido.
Vários pensamentos vieram, várias imagens dessa ultima semana como se tivesse passado um filme sobre minha vida... sobre os meus melhores momentos passavam rapidamente em minha cabeça, eu sorri... sozinha mesmo não tendo muitos motivos, eu ainda tinha esperança... esperança que um dia, qualquer que fosse eu e Guilherme poderiamos ficar juntos sem problemas.
Mas os problemas estavam cada vez mais enormes, mais piores e isso me matava por dentro... imaginar Guilherme morto ou machucado era pior do que a sensação de seu corpo ser partido ao meio por uma serra eletrica, era doloroso tanto para meu coração quanto para meu corpo.
E se sacrificar minha vida o salvasse de um destino cruel, assim eu faria... eu iria me matar, eu iria morrer por ele.

sábado, 30 de julho de 2011

66

Guilherme. 
Seu nome soara em minha mente, fazendo-me lembrar da sensação de suas mãos em meu corpo, de seus lábios macios e quentes nos meus delicados e sensíveis, de sua voz sedutora e misteriosa, de seus olhos negros e incomuns, de suas asas negras e hipnotizantes...e do modo de como ele me deixava quando me olhava ou me tocava, era a melhor sensação do mundo. 
Mas quando virei para olha-lo não havia ninguém, nenhum rastro de que Guilherme tinha acabado de passar por ali.. nem mesmo um sopro ou qualquer coisa, mas tudo bem... aquele sonho deve ter feito isso mas mesmo assim foi real demais, eu me lembro exatamente do lugar aonde eu estava, eu me lembro exatamente quando passei pelo vidro... isso deveria ter sido um aviso? um aviso de que o fim estaria próximo? mas o problema não era o meu 'fim' e sim o fim de Guilherme também. 
Era difícil imaginar ele morto, alias... você já imaginou ou você já parou para pensar em ver seu coração ser estraçalhado? por um motivo besta no qual se chama : "minha existência inútil". 
Mas não... eu não iria deixar o pai dele mata-lo ou machuca-lo por minha causa, por causa do nosso amor impossivel, irreal.. um amor que nunca deveria ter existido. Mas agora era tarde demais, tarde demais para dar adeus a esse amor tão profundo.. tão intenso... tão vivo como o brilho do sol mas de uma hora ou outra iriamos ter que dar adeus pois em algum momento eu iria morrer ou talvez adoecer e ele iria continuar vivo pelo resto da eternidade amando minha pobre e humilde alma condenada antes de eu mesma nascer, condenada a amar para sempre um anjo das trevas, condenada a ser morta pelas mãos de seu pai, condenada a amar somente uma pessoa... um anjo... somente um e nenhum mais.
Era Guilherme. Sempre seria Guilherme.


sexta-feira, 29 de julho de 2011

65

"Abri meus olhos e rapidamente levantei do sofá mofado e velho no qual eu estava deitada, olhei ao redor tentando reconhecer meu quarto mais não havia um móvel sequer que pertencia ao mesmo, as paredes do imóvel estavam raxadas e já não havia mais pintura, os vidros da janela estavam no chão como se tivessem atirado uma pedra neles, a pequena mesa que permanecia no centro estava quebrada ao meio e havia em cima dela gotas de sangue fazendo com que meu estomâgo se revirasse, continuei andando a procura de uma porta ou sei la alguma saída dali. 
Ta eu consegui passar pela janela mais o estranho é que não me cortei, não que eu me importasse com os machucados e cortes que eu taria no corpo, não naquela ocasião... eu estava me sentindo uma prisioneira, me sentindo sufocada pois quando me dei por mim estava de volta ao cômodo. 
Olhei ao redor tentando ver se havia algo de errado, mas pelo contrario.. estava tudo certo exceto pela desorganização.
- Ora ora. - falara uma voz masculina vindo de tras das paredes, olhei ao redor um pouco desesperada - Olha só quem está aqui. 
Meu coração se acelerou e automaticamente fui chegando para tras tropeçando em cada movel que havia no meu caminho.
Então algo ultrapassara, não sei como, pela parede.
Ele era grande, musculoso e tinha uma aparência perversa e de um certo modo.. tinha traços iguais a dos de Guilherme... ele era belissimo como um deus grego, sua pele era bronzeada e seus olhos... me arrependi de ter olhado... não eram negros como eu imaginava, eram vermelhos cor do inferno.
Suas asas rapidamente surgiram em suas costas , eram tão grandes, eram tão hipnotizantes e tão negras como a de seu filho... quando sorriu pude perceber que não eram comuns, ta ele já nao era normal... continuando, invés de haver dentes normais como os de seu filho havia presas como de vampiros, eu não entendi.. um anjo das trevas com presas de vampiro ?
- Bem... - ele falou com aquela sua voz grossa e perversa - Eu conheço você, era para você estar morta não acha?!
Meu coração falhou e as lagrimas arderam em meus olhos, elas queriam sair mais fiz de tudo para impedi-las eu queria me mostrar forte o suficiente para encara-lo.
- Eu sei que você está viva Diana. - ele falou avançando um pouco, tentei chegar mais para trás - Eu sei que meu filho mentira para mim para protege-la. 
Ele era bem pior do que eu pudia imaginar, quando ele passava ou encostava pelas coisas... essas coisas murxavam, quebravam, apodreciam.. coisas do tipo, seus olhos ardiam como chamas. 
- Diga-me Diana. - ele falou parando - Por que meu filho não compriu minhas ordens? por que ele não a matou? " 


- aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa! - gritei dando um salto de minha cama, eu suava - o que...?
Olhei ao redor e lá estava meu quarto do mesmo jeito que eu o deixei antes de dormir, respirei fundo tirando a franja que caia em meu rosto, olhei para a janela e via o amanhecer de um novo dia...
- Ele sabe. - a voz de Guilherme sooara em meus ouvidos, o medo fizera meu corpo tremer.. desejei que fosse apenas uma alucinação. - Ele descobriu...

64

Depois de umas horas ai o Gui foi embora me deixando sozinha na sala junto com a tv, minha mãe ficara um pouco comigo e depois voltara para seu quarto... é ela estava exausta, sempre estava quando voltava do trabalho.
Pus minha mão em meu nariz sentindo o gesso em torno do mesmo suspirei lembrando-me do momento em que Guilherme e Derick estavam se batendo, meu coração se apertou violentamente, mas por que diabos eles se odeiam? eles mal se conhecem, eu acho... mas mesmo assim eles não teriam tanto motivo para se odiarem a não ser que... o motivo... seja... EU?!
Não.. nem pensar... fora de cogitação... por que eu deveria ser motivo de duas pessoas de especies diferentes se odiarem?! alias eu sou apenas uma humana qualquer, não tenho nada de agradavel a não ser o cheiro de meu perfume, eu sou simples, não sou popular, não tenho olhos azuis e muito menos cabelos dourados, não tenho corpão de deusa e nunca fui escolhida para nada tão popular como para líderes de torcida, no máximo para o grupo de livros.
Quer dizer, não ha motivos para brigarem por mim.. ainda mais dois gatos como Derick e Guilherme, desliguei a tv e fui para meu quarto.
Liguei a luz da mesma e me encaminhei em direção a minha escrivaninha, em cima da mesma estava meu celular peguei-o e dei uma olhada...
10 chamadas perdidas de...
Derick Natch. 
Meu coração se acelerou possivelmente ele queria me pedir desculpas pelo soco que me dera e pelo nariz quebrado, eu podia perdoa-lo mais não queria ve-lo.. NUNCA mais, não enquanto Guilherme não estiver por perto para me proteger... vai que ele queria quebrar meu pescoço ou qualquer parte importante.
Joguei meu celular para o canto de minha cama e logo fui eu... escondi meu rosto no travesseiro fechando meus olhos.

63

Guilherme ficou comigo em casa até que minha mãe chegasse, é claro que quando viu meu estado teve um ataque de pitibiriba e ainda pediu uma explicação para aquilo, Guilherme por sua vez mentiu... mas mentiu bem fazendo com que minha mãe acreditasse (amem) depois ela fora para seu quarto tomar um banho e assistir novela.
Ficamos na sala um abraçado no outro, se pudesse eu ficaria daquele jeito com ele para o resto de minha vida mas sabia que uma hora isso iria acabar, que aquele sonho todo poderia ser tornar um pesadelo em qualquer momento e era nisso que eu estava com medo... "o pesadelo" podia começar a qualquer momento.
- Estou com medo. - sussurrei escondendo meu rosto em seu peitoral, senti as mãos de Gui em meus cabelos.. alisando-os.
- De que meu amor? - ele perguntou, aquelas palavras fizeram meu coração se amolecer.. derreter como picolé no meio do deserto.
- Do que pode acontecer com você... - falei apertando sua blusa -..comigo... com o mundo!
Sua mão foi até em meu queixo levantando meu rosto na direção do dele fazendo-me olhar em seus grandes olhos  negros e hipnotizantes.
- Não fique com medo. - ele falou - não há nada o que temer, eu vou te proteger custe o que custar... não se preocupe comigo sou imortal se esqueceu?!
Envolvi sua nuca com meus braços colando minhas bochechas nas dele, meu coração se apertou só de imaginar Guilherme machucado por minha causa, ou pior... morto. Será que Guilherme ainda podia morrer?
Nesse momento para mim podia tudo, não havia mais uma palavra que eu considerava impossível que agora não seja possível.
- Eu não sei... - gaguejei voltando a olha-lo  - Não sei em que mais posso não acreditar.
Ele me olhava com ternura mais ao mesmo tempo preocupado.
- Acredite em mim. - ele falou fazendo com que eu olhasse para ele novamente.- Apesar de eu não estar totalmente sobre o controle da situação, eu 'posso' proteger você.
Eu sorri, não sei porque, deveria ser de nervoso... as possibilidades de Guilherme sair machucado enquanto me protege é enorme e ve-lo machucado iria causar em mim uma dor profunda que mesmo eu não sentindo no momento eu já teria uma noção de como doeria.
- Não quero que fique assim. - ele falou novamente passando seus dedos em meus lábios. - Confie em mim Diana.
- Eu... confio em você. - falei - Eu só não confio em seu pai.