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quarta-feira, 6 de julho de 2011

43

As mãos de Guilherme começaram a tentar tirar minha blusa, mas tentei impedi-lo com minhas mãos... eu não queria, e ele tinha que entender. Afastei nossos lábios e então ele parou, seus olhos negros ficaram esperando por uma explicação.
- Eu não quero. - eu falei recuperando o folêgo, voltei a olha-lo e ele ainda me fitava com aquela expressão vazia, como se aquilo que eu tinha falado não fosse o bastante para convence-lo - Não estou pronta, ok?!
Ele não se afastou, ao contrario, ele continuou ali imovel com seus braços fechando qualquer passagem que eu pudesse fugir, e então ele sorriu maliciosamente... não era um sorriso no qual eu vira depois de ter levado um fora. Ta aquilo não era um fora, mas eu não queria.. nao estava preparada e ele não me podia obrigar a fazer sexo...
Meu coração vacilou e minhas pernas tremeram.
Então minha consciencia foi engolida para dentro daquele pesadelo novamente...
     "Guilherme.. as sombras me sufocando... as palavras daquele homem"
Eu gritei... mas eu sentia que meus lábios não me obdeciam mais, meu corpo estava imovel  como se ele tivesse acabasse de levar um banho de cimento, minha mente girava... e eu não tava entendendo como eu pudera voltar naquilo.
Estava tudo tão real, tudo tão... tão.. não sei como explicar. Eu não queria acreditar, mas parecia que aquele sonho, não era exatamente um sonho.. e sim o futuro (?)
Guilherme estava a poucos centimetros de mim, sorrindo como estava sorrindo a poucos segundos atras, suas mãos tocaram meu rosto, parecia estar planejando alguma coisa ou analisando alguma coisa que eu ainda nao entendera.   Mas em seus olhos dava para perceber o que ele realmente queria...

 "ele quer me matar"  pensei comigo mesma, meus olhos se arregalaram enquanto eu percebia que suas mãos envolviam meu pescoço e começavam a apertar. Meu corpo e minha mente estavam em pânico porque tudo que eu tentaria fazer era inutil, ele era milhoes de vezes mais forte que eu e mesmo assim eu não conseguira mexer nenhuma parte de meu corpo.
Estiquei meu pescoço e abri meus lábios tentando pegar nem que se fosse um pouco de ar...
Eu estava morrendo, mas não era isso que me preocupava... eu nao estava ligando se eu estava morrendo ou não...
e sim porque era o Guilherme que estava me matando.
Tentei olhar novamente para seus olhos, mas me arrependi...
Dentro deles não haviam nada, só a escuridão... mas mesmo que estivesse escuro dava para ver que não havia nenhum pingo de sentimento neles.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

42

Ficamos minutos (que por sinal foram os mais maravilhosos) parados, encostados na porta de casa abraçados e nos beijando de segundos em segundos.
Ate que a porta atras de mim se abriu e como eu estava com meu corpo apoiado, por impulso meu corpo foi imediatamente para trás, meus braços se ergueram para frente tentando se agarrar em alguma coisa que me segurasse antes que eu pudesse cair, mas foram as mãos de Guilherme que conseguiram me por novamente em pé. Seus musculos se contrairam quando ele me puxara de volta para ele e vi em seus olhos o reflexo do rosto de Ster com cara assustada.
- Opa! - ela falou enquanto verificava se eu nao tinha me machucado. - Desculpa amiga, não sabia que voce tava aqui.
- Tudo bem. - eu falei rindo, dei uma olhada em sua roupa - Vai pra onde? Ta toda... arrumada!
Ela sorriu timidamente, abaixou e levantou rapidamente seu rosto e percebi que suas bochechas coraram.
- Ata... entendi. - eu ri e virei para olhar para Guilherme que parecia ter entendido tambem. - Como arranjou?
- História longa, bem... - ela falou ageitando a alça da bolsa no seu ombro. - Eu te falo depois... e juizo heim, voces dois!
Nois tres rimos.
 - Juizo é o que não me falta e voce sabe muito bem! - eu rebati fazendo uma careta para ela - Quem tem que tomar juizo aqui é você mocinha!
- A ta bom mamãe! - brincou Ster se despedindo e indo em direção ao ponto de onibus do outro lado da rua, eu fiquei a olhando para me certificar que ela chegaria segura e ao chegar voltei a prestar atenção no Guilherme.
Ele me olhara maliciosamente, eu sabia que ele estava pensando.. mesmo eu não ter o dom de ler mentes.
Estavamos sozinhos... em casa.
Suas mãos prenderam na minha cintura e me empurraram delicadamente para dentro de casa, eu o olhava.. eu o admirava... eu queria saber o que ele desejava naquele momento mesmo eu ja sabendo o que era, ele parou até minhas costas baterem na parede mas antes ele ja teria fechado a porta e desligado a luz de cima.
Então ele começou a me beijar novamente, não do jeito romantico e carinhoso como de antes... agora era de desejo, de puro prazer..

domingo, 3 de julho de 2011

41

Eu fiquei sem palavras.
Meu Deus... a única coisa que eu sabia era que meu coração estava mais que acelerado, que minhas pernas tremiam e que minhas bochechas estavam rosa choque. Eu não sabia o que falar, quero dizer... não com aquela intensidade.
- Guilherme... - falei abaixando meu rosto e sorrindo timidamente. - eu nao sei nem o que falar!
Sua mão quente e macia foi ate meu queixo e levantou meu rosto lentamente, seus olhos grudaram nos meus e por longos segundos permaneciamos naquela transe.
- Não quero que diga nada... - ele aproximou nosso rosto ate colar minha testa na dele - Só quero que sinta.
A ultima coisa que vi foi a dos labios de Guilherme cada vez mais proximos dos meus, então senti aqueles labios macios sendo pressionados com cuidado e com delicadeza sobre os meus, sua outra mão que nao segurava meu queixo agora deslizava pelas minhas costas e parava na minha cintura fazendo força para que meu corpo colasse com o dele.
Senti o nossos corações batendo na mesma velocidade, na mesma sintona... como se os dois fossem apenas um só.
Eu me encaixava tao bem nos braços de Guilherme que parecia que aquele abraço fora feito somente para mim, que ele fora feito só para mim.
Então me lembrei de suas palavras, tão lindas, tão perfeitas que era dificil acreditar que Guilherme realmente existia. Eu nunca tivera sorte em relaçao ao amor ao algo do gênero, os poucos namorados que eu tive terminaram comigo por motivos idiotas e obvios : "o problema não é com voce, é comigo" ou então "você merece alguem melhor Diana" ou ate mesmo "Eu to gostando de outra garota... então CAI FORA"
Aqueles labios... aquele toque... aquele cheiro...
Era realmente a pessoa mais perfeita que eu conhecera na minha vida todaaaaaa! Como eu tivera tanta sorte assim?

40

- Não vai falar? - perguntou Guilherme me tirando de meus desvaneios, olhei para ele um pouco angustiada.
O sonho que eu tivera era um assunto que eu não queria comentar, para ninguem. Não queria que ele soubesse de minhas conclusões desesperadas sobre os sonhos que eu tivera e se tornara real, e eu tinha medo de sua reação.. medo de que ele achasse que eu sentia medo dele, medo de que ele achasse que fosse apenas uma desculpa para eu me afastar dele.
Suspirei pesado, fechei meus olhos e contei até 3... fiquei repetindo isso várias vezes.
- Por que? - ele perguntou me olhando como se fosse cachorro abandonado, talvez... se eu fosse outra garota que não estivesse paranoica com esses sonhos, talvez eu falaria... talvez! Mas havia algo diferente em mim desde que eu conhecera Guilherme, não que eu estava culpando por aquilo tudo, mas desde que ele chegara..desde que eu pus os olhos nele, eu sabia que minha vida iria mudar, eu sabia que eu nao seria mais a mesma.
Talvez eu esteja mais do que paranoica, eu estava me iludindo com essas suposições de sonhos, intuições... etc, eu tava louca!
Balançei a cabeça tirando aquelas asneiras da minha mente.
- Me promete uma coisa? - perguntei parando em frente da porta de casa e me virando na direção de Guilherme, ele cruzou os braços, arqueou as sobrancelhas e ficou esperando. - me promete que nunca vai mentir para mim? promete que se não me quiser mais, me fala? na cara? sei la... escreve uma carta, qualquer coisa... só não me ilude, já basta a historia de Derick e...
O dedo de Guilherme tocara meus labios, fazendo que eu me calasse.. sem entender direito eu o olhei curiosa e sentindo um enorme buraco dentro de mim, por um momento achei que ele iria me deixar, ou sei la.. me machucar?!
- Eu nunca... - ele falou fixando seus olhos negros nos meus,seu tom de voz estava tão serio que senti meu coração se apertar - eu nunca seria capaz de fazer o que aquele babaca fez com que você, eu não me daria o luxo de ser igual a ele... eu nunca vou me cansar de você, só você pode me curar das mais piores doenças que possa existir, dos mais profundos machucados que eu posso ter. Só você é capaz de me machucar, só você Diana... pode acabar com minha existencia inutil. Eu não posso existir longe de você, nunca, jamais.

sábado, 2 de julho de 2011

39

- Vai me contar o que aconteceu? - perguntou Guilherme minutos depois de darmos uma volta no quarteirão e voltar para casa, seus grandes olhos tentavam tirar alguma coisa..alguma informação, pois ele percebera a minha reação quando ele comentava sobre o sonho que eu tivera.
Mordi meus lábios sentindo aquela pontada no coração novamente, eu queria conta-lo o que aconteceu, desabafar sobre os meus sonhos... falar minha opnião.
Mas algo em mim... me dizia, insistia para que eu não falasse sobre o assunto.
Sua testa enrugou na espera que eu respondesse sua pergunta mas sabia que estava obvio que eu não iria lhe dizer tão cedo.
Seguiamos nosso percuso até que nos esbarramos com Ster que nos olhara brava, com braços cruzados e vestida de pijama.
- Muito bonito ne?! - ela falou começando a bater um dos pés no chão, eu agradeci mentalmente por ela te aparecido. - Os pombinhos saiem sem me chamar... quanto consideração!
Nois dois rimos da careta que Ster fizera e então falei:
- Voce queria que eu te acordasse novamente? - perguntei a desafiando, sua expressão mudara rapidamente e então ela relaxou.
- Obvio...claro que não. - ela respondeu sem graça desviando seu olhar de mim para Guilherme que envolvia minha cintura com seus braços. Suas bochechas coraram. - Eu... não queria atrapalhar.. er
- Relaxa. - Guilherme falou tranquilamente enquanto me olhava e voltava a olhar para Ster. - Já estavamos voltando, quer pegar uma carona? E... por que voce saiu de pijama?
Sem entender, Ster abaixou seu rosto para ver o que ela estava vestida... devia ter saido tão apressada que nem percebeu que estava de pijama.
Ela soltou um berro e logo tampou sua boca com as maos, seus olhos estavam arregalados.. ela deu tchauzinho e correu de volta para casa.
Eu e Guilherme rimos novamente, voltando a caminhar.
- Mas então... - ele falou pondo seus labios contra os meus cabelos. - Vai me contar?
Eu sabia que ele iria voltar a persistir nesse assunto, por que ele não desistia?
 Bufei e falei:
- Você não desiste heim! - eu ri

38

Guilherme e eu estavamos caminhando, um longe do outro.
O sonho me deixara um pouco estranha, não sei como definir isso, mas algo em Guilherme estava me intrigando.. eu sabia mais que nunca que ele me escondia algo sobre seu íntimo e sabia mais ainda que ele não iria me contar.
Meu coração vacilou enquanto minha mente voltava aquele sonho maldito, o que aquilo significava? será que era um sinal para eu ficar afastada dele? será que Guilherme era algum tipo de ameaça?
Ah chega!
Cansei de ficar me deixando levar pelos meus sonhos, se era sonho ou não que se dane... o Guilherme nunca iria me machucar.
Ou iria?
Cruzei os braços e parei de andar, fiquei -o olhando de costas... seus musculos se contraindo ao parar, o seu rosto ao se virar, os seus olhos ao me admirar. O que havia de errado comigo? como eu poderia pensar que Guilherme poderia ser aquele tipo de Guilherme que eu vira em meus sonhos?
Eu não sabia o que aquilo significava, mas eu nao iria perder meu tempo tentando saber, andei em sua direção e sorri timidamente, seus grandes braços musculos se abriram dando espaço para eu me acomodar neles.
Ele me abraçou, me aconchegou em seus braços, me beijou e por fim fez carinho na minha nuca.
Me senti no paraíso, se aquilo mesmo que eu estava sentindo se chamava paraíso... acho que iria alem disso, eu estava em paz comigo mesma, em paz com Guilherme.
Eu não precisava de mais nada, eu não precisava de cama.. nao precisava de computador, internet... nada dessas coisas materiais.
O que eu precisava mesmo era do amor de Guilherme, eu precisava dele ao meu lado... eu o desejava tanto, eu o queria tanto que chegava a ser uma necessidade, como meu pulmão necessita de ar... como meu coração necessita de sangue...

sexta-feira, 3 de junho de 2011

37

"Lá estava ele, parado no meio da rua com a barriga nua e com os braços cruzados, seus cabelos pretos se mexiam de acordo com o vento, mas não era aquele vento fresco não... era aquele vento quente, sufocante... horrivel.
Seus olhos, estavam fixados em mim e percebi que havia um brilho neles... um brilho bem estranho por sinal, pois eu nunca vira Guilherme daquele jeito. NUNCA.
Ta, só nos conhecimos menos de uma semana, mais parecia que eu conhecia a vida toda, estremeci um pouco, aquilo parecia mais um filme de terror. Seus traços marcavam raiva, odio, sede de vingança... algo tão assustador que me fez pensar se eu iria nele ou não, algo tão amedrontador que por um momento tive medo de Guilherme.
Dei o primeiro passo, nada aconteceu.
Dei o segundo... terceiro, quarto... nada aconteceu de novo, voltei a olhar para Guilherme que agora virava um pouco sua cabeça para o lado, seus olhos cada vez mais perversos, demoniacos. 
Eu não podia, eu não devia... sabia que se eu me aproximasse mais dele algo iria acontecer, algo de ruim... algo que podia por minha vida em risco. 
Minha visão então começou a ficar embassada, pisquei, esfreguei minhas mãos nos olhos mais nada adiantou, a escuridão avançava de acordo que Guilherme andava em minha direção,meu coração vacilou quando seu rosto ficou cada vez mais claro... mais visivel, mais bonito, mas proximo do meu,mas não sabia se isso era bom ou ruim.
Ele parou.
Então foi a vez das sombras, elas começaram a se agitar feito loucas. O que me deu mais medo, pois elas começaram a fazer um circulo em volta de mim e avançarem lentamente. 
O que me irritou e me assustou mais ainda foi que Guilherme continuara parado no mesmo lugar, me observando e as sombras que estavam quase me engolindo. Tentei correr mais não consegui, meu corpo estava paralisado... tentei gritar, mas minha boca parecia que estava colada... a unica coisa que eu conseguia fazer era respirar e ficar olhando.
Meu coração estava cada vez mais fraco, ficava mais inutil.
Guilherme andou um pouco mais na minha direção, seu rosto completamente indecifravel, irreconhecivel, seus olhos cada vez mais negros, mais assustadores, mais malignos... 
Um rosnado então saiu da boca de Guilherme, como se ele fosse algum tipo de animal.. sei lá, foi tão que as sombras agarrarram minhas pernas e subiram por elas como uma cobra, cobriam cada parte do meu corpo, meus olhos ficavam cada vez mais arregalados, tentei novamente pedir socorro mas minha boca nao me obedecia... e por fim as sombras cobriram meu corpo todo.
Mas antes de tudo acabar, eu ouvi uma ultima coisa.. uma voz estranha se dirigindo a Guilherme.
- Muito bem... - falou uma voz masculina - Seu pai ficará orgulhoso... Filho das trevas."

  Levantei do colo de Guilherme, suando tanto que parecia uma cachoeira. 
Suas mãos pousaram no intervalo entre meus peitos e me ajudou a deitar novamente, eu estava tão assustada com aquele sonho.. o que seria aquilo? 
Eu não tava com medo totalmente do sonho, mas sim da parte que alguns desses sonhos que eu tenho são realidades, mas como esse poderia ser real se eu ainda estava ali? dentro de casa, mexendo meu corpo como eu bem entendo?
Voltei a olhar para Guilherme, e logo percebi a preocupação em seus olhos... nada de odio, nem raiva. 
Suspirei aliviada.
- Tudo bem? - ele perguntou tirando um fio de cabelo do meu rosto e pondo-o para trás, meus olhos estavam fixos na sala. - Está pálida.
- Foi só um sonho... - respondi dando de ombros - só um sonho... eu estou bem. 
Parecia que eu estava convencendo mais a mim mesma do que a ele, virei-me para olhar Ster que estava jogada no sofá com os braços atras da sua cabeça como apoio.
- Como foi? - ele perguntou meio interessado - Quem estava nele?
Engoli em seco, será que eu deveria falar para ele que era ele que tava lá? 
- Você e eu. - respondi hesitante, esperando alguma alteração no seu rosto... mas nada, só a curiosidade. 
- Foi tão ruim? - ele perguntou levantando uma de suas sobrancelhas negras.
- Não me leva a mau Gui. - falei chamando-o pelo o apelido - Mas foi terrivel... péssimo... 
Mordisquei o canto de meus lábios esperando o choque em seus olhos, mas não foi isso que aconteceu... ele ainda estava calmo e severo. 
- O que aconteceu nele? - ele perguntou novamente, eu queria responder...desabafar sobre tudo que havia acontecido, mas o melhor era esquecer daquilo. Me levantei e fiquei de pé. 
- Vamos dar uma volta? - perguntei tentando sorrir, Guilherme levantou-se ajeitou sua roupa e tirou sua camisa, fui ate Ster e a acordei.